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Presidente do Conselho de Saúde de Guaratuba compartilha desinformação antivacina em grupo oficial

Profissionais da área contestam o envio de informações falsas sobre vacinas no Fórum Popular de Saúde e a população leva o caso à ouvidoria; mais de dez dias depois, não há medidas públicas anunciadas

Presidente do Conselho de Saúde de Guaratuba compartilha desinformação antivacina em grupo oficial
Mensagens no WhatsApp espalham desinformação. Foto: Whatsapp/Reprodução
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O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Guaratuba, Luperci Vander Muller, compartilhou mensagens com desinformação sobre vacinas contra a Covid-19 e a gripe no grupo de WhatsApp do Fórum Popular de Saúde do município. O conteúdo foi contestado por profissionais de saúde e comunicado à prefeitura, que não informou se abriu apuração nem se o conselheiro permanece no cargo.

Os áudios encaminhados pelo presidente do conselho questionam a segurança das vacinas aplicadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmam que imunizantes causariam mortes. Também desencorajam a vacinação de idosos e crianças e associam campanhas de imunização a interesses de laboratórios farmacêuticos. As mensagens circularam em um espaço destinado ao debate de políticas públicas de saúde no município, que reúne usuários do sistema, trabalhadores da área e representantes institucionais.

Profissionais de saúde participantes do fórum rebateram as mensagens, afirmando que os imunizantes seguem evidências científicas consolidadas. Reforçaram, ainda, que a vacinação é uma política pública essencial para a proteção coletiva e alertaram sobre o risco que a disseminação de informações falsas sobre vacinas representa à saúde pública.

Posicionamento da prefeitura

Após a denúncia, a prefeitura divulgou uma postagem genérica nas redes sociais sobre o tema. Em resposta ao Plural Litoral, a Secretaria Municipal da Saúde disse não compactuar com conteúdos que coloquem em dúvida a segurança, a eficácia ou a importância das vacinas, e que o compartilhamento feito por um membro do Conselho Municipal de Saúde reflete uma posição estritamente pessoal.

A pasta declara que condutas geradoras de desinformação causam preocupação quanto à adequada representação e informa ter dialogado com seus representantes no conselho para que “as medidas cabíveis sejam adotadas”, sem detalhar quais providências foram ou serão tomadas.

Dez dias depois, silêncio

Mais de dez dias após o episódio, não há informação pública sobre abertura de procedimento de averiguação, aplicação de sanções ou afastamento de Muller da presidência do Conselho Municipal de Saúde. Procurado pela reportagem para comentar o teor das mensagens e sua permanência no cargo, o conselheiro não respondeu aos questionamentos.

Rafaela Moura

Rafaela Moura

Jornalista e bióloga, com especial interesse em temas socioambientais

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