A Prefeitura de Paranaguá, no Litoral do Paraná, aparece na lista como um dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) ligada ao fundo imobiliário Brazilian Graveyard & Death Care Services FII, gerido pelo Banco Master. A instituição bancária está sob investigação federal por supostas irregularidades e riscos associados à baixa liquidez e ausência de cobertura pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
De acordo com dados oficiais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mais de cem outros RPPS municipais e estaduais aplicaram recursos em fundos de investimento na instituição bancária investigada. Ainda segundo os dados, alguns desses fundos eram investidos em empresas ou setores associados à família de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, assim como em ações que chegaram a perder valor no mercado.
Investimentos
No demonstrativo da carteira de investimentos do Paranaguá Previdência, instituto de previdência dos servidores públicos de Paranaguá, o nome da empresa Brazilian Graveyard ainda aparece com cotas no valor de R$ 1,6 milhão.
O envolvimento do instituto Paranaguá Previdência refere-se aos investimentos em fundos de aplicações registradas até o final de 2025. O caso está sendo investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Ministério da Previdência.
O que diz a Prefeitura
O Paranaguá Previdência emitiu nota explicando que investiu no fundo Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) em julho de 2017, quando o fundo não tinha vínculo com o Banco Master e que nessa época o investimento atendia aos requisitos legais para RPPSo.
Ainda de acordo com a nota, em 2025, a Master CTVM assumiu a administração do fundo, decisão que o Paranaguá Previdência reprovou em assembleia. Desde novembro de 2025, as cotas estão disponíveis para negociação na B3, via Banrisul Corretora.
O instituto afirmou que não fez aportes em fundos ou CDBs ligados ao Banco Master e que as decisões seguem normas de segurança, liquidez, rentabilidade e transparência. Todos os esclarecimentos foram prestados ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).
Fiscalização Preventiva
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) identificou que apenas um dos 177 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais do estado tinha investimentos no Banco Master, no valor de R$ 4 milhões.
A fiscalização, realizada pela Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE) do TCE-PR, visava verificar a conformidade das carteiras de investimentos em relação às normas do Ministério da Previdência Social e do Conselho Monetário Nacional.
A ação do TCE-PR objetiva garantir que os recursos previdenciários sejam aplicados de forma segura e responsável.