Um caso de assédio sexual envolvendo o chefe de gabinete do prefeito de Paranaguá, no Litoral do Paraná, veio à tona neste sábado (24). A acusação foi feita por uma servidora pública em estágio probatório, que relatou ter sido vítima de condutas inapropriadas e invasivas por parte do acusado.
De acordo com o boletim de ocorrência realizado na 1° Subdivisão Policial de Paranaguá, o comportamento abusivo teria começado logo após as eleições municipais de 2024, quando o então acusado teria seguido a servidora no Instagram, curtindo reiteradamente suas postagens e comentando com frases como “parece uma pintura”, além de utilizar emojis de coração.
Ainda segundo registro do B.O, a situação se agravou após a apresentação da vítima ao novo governo municipal, em janeiro de 2025, com mensagens enviadas via WhatsApp, nas quais o chefe de gabinete fazia convites insistentes para almoços e encontros a sós, sugerindo que poderia ajudá-la a conquistar cargos na administração pública.
A vítima relatou que o acusado frequentemente desviava o teor de reuniões institucionais para assuntos de cunho sexual, tentando ficar a sós com ela. Em algumas ocasiões, sugeriu que os encontros ocorressem dentro de seu veículo, momento em que perguntava qual cargo ela desejaria ocupar, insinuando que poderia favorecê-la.
Após recusar as investidas e cessar as respostas às mensagens, a servidora alegou que passou a sofrer perseguições no ambiente de trabalho, com avaliações de desempenho drasticamente reduzidas.
A denúncia foi acompanhada de prints de conversas no WhatsApp e interações nas redes sociais. O acusado alegou que seu WhatsApp teria sido clonado, porém até o momento não apresentou provas que sustentassem essa versão.
O caso está sendo apurado pelas autoridades competentes e poderá resultar em abertura de processo administrativo e responsabilização judicial. A Prefeitura de Paranaguá ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.