O Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu condenou dois policiais militares e um empresário por homicídio qualificado. O julgamento terminou nesta terça (6) e os réus foram condenados a penas que variam de 19 anos e seis meses (no casos dos PMs) a 20 anos e 3 meses (no caso do réu civil).
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os três homens executaram a vítima, um homem de 42 anos, com diversos tiros dados a sangue frio. O homem teria sido sequestrado pelos policiais e levado para um lugar deserto onde foi executado.
Os promotores classificaram o homicídio como uma espécie de justiçamento, um "Tribunal de Inquisição", já que a vítima era um homem acusado de vários furtos na região. O empresário que participou da execução, segundo as investigações, resolveu matar a vítima por ter sido roubado anteriormente por ele.
A execução ocorreu em 4 de outubro de 2023. Além de considerar os três réus responsáveis pela morte, o júri decidiu que havia duas qualificadoras: o motivo banal e o crime ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além das penas privativas de liberdade, os policiais militares foram condenados à perda do cargo público.