A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba adiou o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, que matou o fotógrafo André Munir Fritoli na loja de conveniência de um posto de gasolina no bairro Cristo Rei, em Curitiba, em maio de 2022. A Justiça acatou um pedido da defesa de Massuia. O julgamento estava marcado para os dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro e ainda não tem nova data.
O advogado Heitor Bender assumiu a defesa do réu na quarta-feira (4 de fevereiro) e protocolou o pedido de adiamento do júri alegando não ter tido tempo hábil para acessar integralmente os autos do processo. “O pedido de adiamento não decorre de conveniência, mas da necessidade de uma defesa devidamente embasada, como é direito de qualquer acusado. Trata-se de um processo de alta complexidade, com um volumoso acervo técnico, o que inviabiliza uma organização adequada em tão curto prazo”, afirmou o advogado.
Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa, além das sete vítimas que sobreviveram. Pelo menos três ficaram feridas. Massuia foi denunciado em maio de 2022 pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por homicídio qualificado e sete tentativas de homicídio. Em fevereiro de 2023, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba decidiu que ele iria a júri popular. Em abril do ano passado, Massuia foi demitido da Polícia Federal. A exoneração, assinada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, foi publicada na edição de 16 de abril de 2025 do Diário Oficial da União.
O advogado Elias Mattar Assad, assistente da acusação, disse que o adiamento teve a concordância do Ministério Público do Paraná, "a fim de evitar qualquer arguição de nulidade futura, em razão de existir impasse com relação à representação processual do acusado".