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Familiares de apenados denunciam vistorias abusivas durante operação

Frente Estadual pelo Desencarceramento do Paraná recebeu denúncias sobre Operação Intramuros, realizada pela Polícia Penal e PM

policial militar revistando pessoas
PM revista parentes do lado de fora das unidades prisionais | Foto: colaboração
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A Frente Estadual pelo Desencarceramento do Paraná recebeu denúncias de familiares de apenados que estão em unidades prisionais do Estado sobre vistorias abusivas praticadas sobretudo pela Polícia Militar (PM). As vistorias ocorreram no escopo na Operação Intramuros, realizada em conjunto com a Polícia Penal (PPPR).

De acordo com o Governo do Estado, para a execução da operação, foram mobilizados cerca de 300 policiais das duas forças, que realizam revistas em alojamentos e demais áreas das unidades. A operação ocorreu nas unidades de Piraquara, Londrina, Maringá, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu e abrangeu mais de quatro mil pessoas privadas de liberdade.

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Parentes questionaram as vistorias a eles. “O Governo do Estado faz tanto marketing sobre os scanners e onde estão? Porque não tinha necessidade de fazer essa revista assim. Teve gente passando frio, entrando só de camiseta. Ser parente não é crime”, disse uma pessoa ouvida pelo Plural.

Em Londrina houve congestionamento para acessar a unidade prisional. Em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, familiares relataram atrasos no horário de acessar o local.

A reportagem questionou a PM e a PPPR e a Sesp. As duas primeiras não retornaram aos contatos.

A Sesp, retornou após o prazo sugerido e alegou "problemas" para justificar o atraso. O Plural questionou sobre a quantidade de aparelhos de scaners, sobre o que foi apreendido com familiares e sobre a atuação da PM, que deveria ser ostensiva, junto com as outras polícias já que os visitantes já passam pela revista. Alguns pontos não foram respondidos.

Abaixo a íntegra da nota:

A Operação Intramuros é uma ação legal e integrada, coordenada pelo Centro de Operações Integradas da Segurança Pública (COISP), com participação da Polícia Penal e da Polícia Militar, cada uma dentro de suas atribuições constitucionais.

A ação foi deflagrada a partir de informações de inteligência da Polícia Penal, que identificaram a atuação de organizações criminosas nacionais coagindo familiares de pessoas privadas de liberdade a introduzir ilícitos nos estabelecimentos penais. As abordagens externas da Polícia Militar tiveram caráter preventivo e protetivo, voltado à segurança desses familiares e à interrupção das coações.

Durante a operação foram realizadas prisões, apreensões e o cumprimento de ordens judiciais, incluindo a localização de um veículo com R$ 10 mil em espécie, além da apreensão de uma arma de fogo e 161 munições. Também houve registros por posse de drogas e remoções de veículos irregulares. A operação transcorreu sem incidentes graves e teve como foco garantir que as visitas ocorressem com segurança e tranquilidade, protegendo as famílias e coibindo a influência de organizações criminosas.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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