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“Eu peço a Deus que tenha tocado os jurados”, diz Guaranho

Ex-policial penal chegou acompanhado de advogados e classificou o assassinato de Marcelo Arruda como uma “fatalidade”

“Eu peço a Deus que tenha tocado os jurados”, diz Guaranho
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Nesta quinta-feira (13) deve sair o veredicto sobre o assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, assassinado pelo ex-policial penal Jorge Guaranho, em 2022. O acusado chegou ao Tribunal do Júri em Curitiba acompanhado dos advogados e pela primeira vez falou com a imprensa.

“Eu peço a Deus que tenha tocado os jurados”, disse ao ser questionado sobre sua expectativa para o dia de hoje. O acusado classificou o crime como fatalidade e negou a motivação política.

Ao longo da investigação da Polícia Civil testemunhas disseram que ele chegou aos gritos de ‘mito’, se referindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao invadir a festa. A denúncia do Ministério Público (MP) também menciona que o réu chegou com uma música alusiva ao candidato tocando no carro no dia do crime.

Guaranho não conhecia Marcelo Arruda e foi até o local da festa após ver imagens da comemoração no celular de um terceiro. Ele estava em outro evento e quando chegou ao local discutiu com Marcelo Arruda. A vítima jogou terra no carro do acusado, que saiu, mas prometeu que voltaria.

https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/local-do-assassinato-de-marcelo-arruda-tinha-mais-de-uma-dezena-de-municoes/

Instantes depois, Guaranho retornou armado e atirou contra Marcelo, que revidou, conforme mostram as imagens. O réu, contudo, nega. “Eu nunca cheguei atirando como foi divulgado ali, isso ficou muito claro ali. Ele apontou a arma para mim antes, andou para cima de mim. Era eu ou ele ali naquele momento”, falou Guaranho.

Júri

Embora a defesa tenha informado que o réu não se lembrava dos fatos, na quarta-feira (12) ao longo do depoimento ele mencionou fatos do dia do crime. Sobre isso, o advogado Eloi Doré explicou que o cliente se lembra de tudo até o momento em que foi baleado.

Para o MP e a assistência de acusação, contudo, a expectativa é de que o réu seja condenado pelo crime de homicídio com as qualificadoras.

O Conselho de Sentença vai definir hoje se condena o réu e se isso ocorrer a pena será estipulada pela juíza Mychelle Pacheto Cintra. Ele pode pegar até 30 anos de prisão.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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