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Em reação a camiseta do MST, Câmara de Curitiba exige que vereadoras usem “vestimentas formais”

Casa mudou as regras após vereadora usar camiseta do movimento em plenário

Em reação a camiseta do MST, Câmara de Curitiba exige que vereadoras usem “vestimentas formais”
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Em uma reação à vereadora Vanda de Assis (PT), que usou uma camiseta do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) na sessão do último dia 4, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba determinou que os parlamentares usem paletó e gravata e que as mulheres deverão trajar “vestimenta formal” a partir de agora.

Durante a sessão do dia 4, Vanda de Assis subiu à tribuna com uma camiseta do MST e o presidente Tico Kuzma (PSD) foi questionado por vereadores de extrema direita, que tentaram constantemente interromper as falas das mulheres e classificaram o movimento como “terrorista”, mesmo sem apresentarem qualquer prova, inquérito, processo ou sentença judicial neste sentido.

Kuzma disse que consultaria o regimento interno da Câmara para se posicionar. No dia 7, a Mesa editou um ato que “regulamenta o disposto no inciso IV do art. 3º do Código de Ética e Decoro Parlamentar”. O artigo 1º do ato diz que, “para manutenção da ordem, respeito e solenidade”, os vereadores deverão utilizar paletó e gravata e a “As senhoras vereadoras deverão trajar vestimenta formal”, sem especificar o que seria uma “vestimenta formal”.

Apesar de tratar de uma Casa política, fica “vedado o uso de qualquer tipo de vestimenta que contenha símbolo, estampa ou imagem que caracterize propaganda político-partidária, ideológica ou promocional de pessoas, entidades ou movimentos de qualquer natureza”. Só será permitido o uso “vestimentas alusivas a temas, causas ou instituições que estejam sendo referenciadas na sessão ou durante a entrega de honrarias”.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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