Nesta semana o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Paraná (Sindiedutec-PR) emitiu uma nota criticando o projeto de lei do Governo Federal que quer criar o Instituto Federal Paranaense a partir de um desmembramento do já existente Instituto Federal do Paraná (IFPR).
A proposta do Governo Federal altera a lei nº 11.892/2008 e prevê expansão dos 100 novos institutos federais de educação. Cinco deles no Paraná (Araucária, Cambé, Cianorte, Maringá e Toledo).
A sede da Reitoria do novo instituto paranaense será definida pelo Ministério da Educação (MEC), conforme informou o deputado federal Zeca Dirceu (PT), que é membro da Comissão de Educação na Câmara.
Reação
O Sindiedutec, por sua vez, não gostou do anúncio. Em nota, o sindicato disse que foi surpreendido com a notícia. “O anúncio da criação foi feito sem qualquer diálogo prévio ou participação da comunidade acadêmica, em um evento com a presença do Presidente Lula e de ex-ministros, que sequer tinha a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) como pauta principal”, diz o texto.

A nota chama o possível desmembramento de “moeda de troca” e aponta “interesses eleitorais”. “A construção de uma política educacional séria e duradoura exige planejamento, transparência e, acima de tudo, o envolvimento daqueles que a fazem acontecer diariamente: a comunidade acadêmica”.
Atualmente o IFPR tem campus em 29 cidades do Paraná, conta com 30 mil estudantes e 2,7 mil trabalhadores entre técnicos e docentes.
Greve
O anúncio do Instituto Federal Paranaense foi feito em meio a greve dos servidores técnicos do IFPR e das universidades federais, que pedem melhores salários, reestruturação de carreira e melhores condições de trabalho.
De acordo com a direção do sindicato, a greve da categoria já ultrapassa dois meses sem o cumprimento dos acordos firmados com o Governo Federal e sem a reabertura de uma mesa de negociação.
