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Tudo sobre o transporte coletivo integrado de Curitiba

Dados sobre a Rede Integrada de Transporte (RIT) do Município de Curitiba

Tudo sobre o transporte coletivo integrado de Curitiba
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A Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba compreende cerca de mil ônibus que transportam cerca de 440 mil pessoas por dia. O sistema é gerido pela Urbanização de Curitiba (URBS), uma autarquia que é parte da administração municipal. O serviço de transporte, porém, é executado pelas empresas ligadas a 3 consórcios vencedores da licitação realizada em 2009.

Toda essa estrutura é bancada pelo Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), cujo orçamento anual será, em 2025, de R$ 109 milhões. O fundo é governado pela Lei Municipal 4.369 de 1972 e a Lei Municipal 15.258 de 2018.

O serviço como um todo custou em 2024 R$ 973.738.830,68 milhões, dos quais R$ 149 milhões foram pagos pelo tesouro municipal e R$ 824 milhões (85%) pelos próprios usuários do sistema. Isso porque atualmente o sistema é remunerado de duas maneiras: pela tarifa social, que é cobrada na catraca, dos passageiros, e pela tarifa técnica, paga às empresas concessionárias.

Funciona assim: de um lado a prefeitura determina a tarifa social, a ser paga pelos usuários da RIT. De outro, todos os meses a URBS calcula a chamada tarifa técnica, que seria o custo real do serviço.

Evolução da Tarifa Técnica e Tarifa Social da RIT

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Como a tarifa técnica é calculada?

A tarifa técnica é calculada com base em seis itens de custo:

A partir dos valores apurados de cada um desses itens, para cada linha e tipo de ônibus do sistema, é calculado o custo por quilômetro rodado.

Um segundo cálculo é feito para determinar o índice de passageiros por quilômetro (IPK). Isso é calculado dividindo o número de passageiros equivalentes pelo total de quilômetros rodados. Por fim, a tarifa técnica técnica é calculada dividindo o custo por quilômetro pelo índice de passageiros (IPK).

A tarifa técnica é sempre maior que a tarifa social (até porque ela é reajustada mês a mês). A diferença entre elas é o que provoca o déficit do sistema, ou seja, o dinheiro que falta depois do que é arrecadado com a venda de passagens para os usuários do sistema. Por ano, esse déficit é de R$ 149 milhões, um valor coberto por dinheiro público, do caixa municipal.

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Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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