A Prefeitura de Curitiba anunciou na última segunda-feira (06) que a elaboração do edital da nova concessão do transporte está em fase final e deve ser publicada no dia 27 de abril. A previsão é que o leilão, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), seja realizado em até 90 dias após a publicação do edital, o que deve ocorrer em julho.
Em setembro do ano passado, a Prefeitura de Curitiba afirmava que a previsão de publicação do edital era para novembro de 2025, com realização do leilão em janeiro de 2026. Em novembro, a data prevista para a realização do leilão passou a ser o primeiro quadrimestre de 2026.

Segundo a prefeitura, a ampliação dos prazos para elaboração do edital ocorreu devido à complexidade da nova concessão. Ainda de acordo com o poder público, a nova concessão prevê a modernização do transporte coletivo, a criação de novas linhas e a implementação da integração temporal entre todas as linhas de ônibus da capital.
O edital foi elaborado pela Urbanização de Curitiba (Urbs) e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e contou com a colaboração dos usuários do transporte coletivo por meio de consultas públicas. O material também foi submetido ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).Entre as sugestões que estão sendo avaliadas, estão ajustes de cálculos em custos administrativos, pneus, recapagem, peças, acessórios e aluguéis de garagens.
Nova concessão
O leilão previsto para abril será dividido em cinco lotes: dois de BRTs, abrangendo as linhas que circulam em canaletas exclusivas, e três regionais, para as linhas Norte, Sul e Oeste, com contrato de operação de 15 anos.
Os investimentos previstos são de R$ 3,9 bilhões no período e incluem a aquisição de 1.483 novos ônibus, divididos entre elétricos, a diesel e veículos comuns. A concessão também prevê a construção e requalificação de 16 estações-tubo, a reformulação de trajetos de 30 itinerários e a criação de cinco novas linhas.
A nova concessão prevê ainda um fundo garantidor para dar segurança financeira ao projeto e novos indicadores de qualidade do serviço. A previsão é que a transição para a nova concessão dure até dois anos, período em que a tarifa, atualmente em R$6, não deve ser reajustada.
