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Ex-moradora de prédio que pegou fogo em Curitiba denunciou irregularidades em 2017

Desde 2008 havia outro processo que apontava irregularidades em ampliações realizadas no prédio

Ex-moradora de prédio que pegou fogo em Curitiba denunciou irregularidades em 2017
Incêndio ocorreu em um prédio localizado na rua Conselheiro Laurindo. | Foto: Tami Taketani / Plural

A prefeitura de Curitiba foi notificada sobre obras irregulares no prédio que pegou fogo na rua Conselheiro Laurindo em 2017, conforme documento obtido pelo Plural. O incêndio deixou duas pessoas mortas e uma terceira com ferimentos graves no último domingo (12).

Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada por volta das 2h30 em um dos apartamentos do primeiro pavimento. O caso trouxe à tona denúncias antigas sobre irregularidades na edificação. Em abril de 2017, uma antiga moradora registrou reclamação junto à prefeitura, relatando ampliações irregulares realizadas no prédio.

Em resposta à reclamação, a ex-moradora a prefeitura informou, via protocolo, que "há processo referente a obras irregulares em andamento sob número 01-106.937/2008".

Ao Plural, a denunciante afirmou que se mudou em 2019 sem receber retorno ou visita de fiscalização. De acordo com documentos da Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU), as irregularidades foram confirmadas em 2008 após fiscalização no imóvel, resultando em notificação e auto de infração ao responsável legal pelo condomínio.

Segundo a prefeitura, desde a fiscalização não houve a regularização das intervenções apontadas. O processo continua em andamento até agora e trata da regularização da área ampliada, que coincide com parte das unidades atingidas pelo incêndio, conforme resposta do Executivo ao Plural.

Regularização da área ampliada coincide com parte das unidades atingidas pelo incêndio. | Foto: Tami Taketani / Plural.

Em nota a prefeitura informou que por meio da Coordenadoria de Segurança de Edificações e Imóveis (COSEDI), "determinou a interdição total do edifício. A desinterdição só poderá ser analisada após a apresentação de laudo técnico elaborado por profissional habilitado, comprovando que não há risco de desabamento ou outras ameaças à estrutura".

A COSEDI também destacou que cabe ao condomínio garantir a vigilância do imóvel e impedir o acesso de pessoas não autorizadas.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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Tags: Curitiba

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