Pular para o conteúdo

Estudante com paralisia cerebral não consegue apoio pedagógico em escola de Curitiba

Justiça retirou suporte com professora especializada para aluna e família questiona falta de perícia

Estudante com paralisia cerebral não consegue apoio pedagógico em escola de Curitiba
Aluna de dez anos precisa de atendimento especializado | Foto: Tami Taketani/Arquivo Plural
Publicado:

Isabella Fuentes Silva, de dez anos, é estudante da Escola Municipal Desembargador Marçal Justen, em Curitiba. Isa, como é chamada pela família, tem paralisia cerebral e precisa de uma professora especializada para auxiliá-la em sala de aula. Esse direito foi garantido no fim do ano passado, mas para este ano letivo, a Justiça indeferiu o pedido.

A família faz questão de frisar que o problema não está no acolhimento da escola. “Sou grata a todos pelo cuidado com a Isabella”, afirma a mãe. A preocupação, segundo ela, está na estrutura oferecida para garantir aprendizagem efetiva às crianças de inclusão”, explica Paula Heidy, mãe da estudante.

Isabella não tem nenhuma dificuldade intelectual, mas como tem comprometimento na coordenação motora, precisa de suporte. Atualmente isso é feito pelas professoras regentes, todavia, não é o ideal. 

Limitações

Outro ponto levantado pela família diz respeito às profissionais de apoio. Segundo os relatos, elas são estudantes e não possuem autonomia ou formação específica para realizar adaptações pedagógicas. “Para que a Isa aprenda com eficiência, ela precisa de uma professora especializada individual”, explica a mãe.

No ano passado, por meio de decisão judicial, Isa teve direito a ser acompanhada por uma professora especializada. Todavia, isso foi revogado pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A família questiona a falta de uma perícia técnica para produção de provas que justifiquem o impedimento da aula ter a professora especializada.

Palestrante faz fala xenofóbica durante Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná
Professor que dava formação a docentes do Estado comparou problema do excesso de telas ao número de imigrantes brasileiros e asiáticos em Portugal

O impasse ocorre porque a Justiça entende que Isabella precisaria realizar terapia na escola no contraturno. A questão é que ela já faz diversas terapias por meio da rede de saúde suplementar e por essa razão a família não tem datas para realizar o acompanhamento na rede pública de ensino. 

O caso ainda está tramitando na Justiça do Paraná e enquanto isso a estudante frequenta as aulas sem o atendimento especializado. A Secretaria Municipal de Educação (SME) foi questionada pelo Plural sobre o caso da aluna, que também está sem tutora, mas até o fechamento deste texto não havia retornado. 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

Todos os artigos

Mais em Educacao

Ver todos

Mais de Aline Reis

Ver todos

De nossos parceiros