A cobertura da vacina tríplice viral (2ª dose) em Curitiba mostra uma recuperação recente após anos de queda, voltando a níveis elevados em 2024 e atingindo 106,68% em 2026. Os dados indicam um cenário de oscilação: depois de índices próximos ou acima de 95% até 2016, a cidade registrou uma queda acentuada entre 2020 e 2023 — período em que a cobertura chegou a 73,93% — antes de retomar patamares mais seguros.
Esse movimento ganha relevância diante da confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo na última semana. A criança ainda não tinha idade para receber a vacina, prevista no SUS a partir dos 12 meses, o que reforça a importância da chamada “imunidade coletiva”. Quando a cobertura vacinal está alta, a circulação do vírus é reduzida, protegendo justamente quem ainda não pode se imunizar.
O caso é considerado importado: a bebê havia viajado com a família para a Bolívia, país que enfrenta surto da doença. Especialistas alertam que o sarampo é altamente transmissível e pode se espalhar rapidamente em ambientes com baixa cobertura vacinal. Mesmo sem viagens internacionais, a circulação de pessoas entre países com surtos aumenta o risco de reintrodução do vírus.
Em Curitiba, os dados mais recentes indicam uma retomada da proteção coletiva, mas o histórico recente acende um sinal de atenção. Em 2025, a cobertura ficou em 89,14%, ainda abaixo da meta ideal de 95%. A recuperação em 2026 reforça a importância de manter campanhas ativas e ampliar o acesso à vacinação para evitar a formação de bolsões de pessoas não imunizadas.