Texto de Lara Oliveira
Sob orientação de Rogerio Galindo
A Urbs começou nesta semana a entrevistar usuários do sistema de ônibus de Curitiba para avaliar o grau de satisfação da cidade com o seu transporte coletivo. Durante dez dias, 958 curitibanos serão abordados em pontos, estações-tubo terminais de ônibus para responder a um questionário de cerca de 12 minutos.
A pesquisa, que conta com 63 perguntas e tem a duração média de 12 minutos, não poderá ser feita de forma online e abrangerá apenas os locais distribuídos aos 50 fiscais de plantão entre 6h e 19h30.
A pesquisa chega pouco antes da divulgação do novo edital da concessão do transporte coletivo. O edital está previsto para novembro e tem como objetivo a escolha das empresas que prestarão serviços à Urbs pelos próximos anos. Crescimento da frota elétrica, renovação da frota diesel e novas linhas de ônibus são algumas das promessas previstas a serem cumpridas pelas empresas escolhidas.
Como vem mostrando o Plural, o transporte público de Curitiba vem se mostrando cada vez mais deficitário, e a Prefeitura precisa injetar milhões de reais por ano para pagar a tarifa técnica às 11 empresas que hoje prestam serviços na capital.
O lucro das empresas é alto. De janeiro a agosto de 2025, a rentabilidade justa, que pode ser entendida como taxa de retorno de investimento, chegou a R$ 88 milhões. O valor é traduzido em uma média mensal de R$ 11 milhões recebidos pelas empresas que, ao continuar assim, resultará em dezembro um aumento de 16% comparado ao valor anual recebido no ano de 2024, de R$ 114,8 milhões.
A perspectiva final de 2025 é de cerca de R$ 132,9 milhões arrecadados. A quantia milionária mensal paga às empresas representa 50% do déficit do sistema, que já acumula R$ 173,9 milhões que devem ser cobertos pelo tesouro municipal.
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