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Com Uyara Torrente, “Vou Parir um Terremoto” faz sessão no Guairinha

Show-cênico, também com Babi Age e Katze, fala da não-maternidade contemporânea; a direção é de Nadja Naira e a dramaturgia de Lígia Souza

Com Uyara Torrente, “Vou Parir um Terremoto” faz sessão no Guairinha
A apresentação será no dia 24 de abril. (Foto: Marco Novack/Divulgação.)
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“Vou Parir um Terremoto” faz a última sessão de curtíssima temporada em Curitiba nesta quinta-feira (24), às 20h, no Guairinha, com ingressos gratuitos. O espetáculo da La Lettre Criação, entre a música e o teatro, traz Uyara Torrente interpretando uma cantora que questiona a não-maternidade e os papéis femininos na sociedade, em um enredo ambientado como o show de uma banda formada também por Babi Age, na bateria, e a beatmaker e guitarrista Katze.

Com humor e dramaticidade, a personagem enfrenta dilemas e reflexões sobre liberdade, medo e expectativas sociais, e propõe um olhar potente e sensível sobre as contradições de ser mulher hoje. A ideia surgiu a partir de leituras e conversas entre Uyara, a escritora Lígia Souza, autora do texto do espetáculo, e a artista Nadja Naira, diretora cênica da montagem. 

“Vou Parir um Terremoto” também tem canções inéditas com arranjos do produtor musical Vinícius Nisi, da Banda Mais Bonita, que já teve a artista ao microfone; e coordenação geral de Pablito Kucarz, companheiro de palco da cantora e atriz desde o Teatro de Breque.

Trama

Uyara dá vida a uma personagem que enfrenta múltiplos dilemas na trama, enfrentando dúvidas e incertezas enquanto investiga a condição da mulher no Brasil da atualidade. “Me encanta as contradições e complexidades que ela traz, com uma visão tridimensional, entre o “certo” e o “errado”. Ela não traz certezas e afirmações, e sim questionamentos para que possamos refletir junto ao público. Às vezes com humor e às vezes não”, conta Uyara. 

Show-cênico

O espetáculo acontece entre a música e o teatro, por meio dessa linguagem híbrida trata de assuntos relevantes. “Não é preciso levar a vida tão a ferro e fogo, é possível falar de temas como aborto, violência ou medo sem ser excessivamente dramático, por isso trazemos pra cena muitos elementos visuais do universo pop”, diz a diretora. Além disso, Nadja revela que “dirigir a Uyara é descobrir o universo da palavra e suas reverberações no corpo de uma mulher madura e de uma artista múltipla, cheia de magnetismo. Com certeza o público acostumado com a Uyara da Banda Mais Bonita vai se apaixonar novamente pela artista”, completa. 

Mulheridades no mundo contemporâneo

 O projeto ganhou força, com a provocação da música “Grávida” de Arnaldo Antunes, eternizada na voz de Marina Lima, refletida na condição feminina de contínua iminência de uma gravidez. "A canção desencadeou a possibilidade de discutir a não-maternidade por opção como uma forma de parto e criação de outras coisas, para além da escolha pela gestação de uma criança", explica Ligia Souza. O texto é uma continuidade da pesquisa em dramaturgia iniciada na primeira produção da companhia, Penélope, porém os debates sobre mulheridades agora estão ampliados.

As apresentações gratuitas, incluem recursos de acessibilidade, como tradução para Libras, além de transporte para grupos de mulheres em situação de vulnerabilidade, convidadas para assistir ao espetáculo. O show-cênico foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Governo do Estado do Paraná, com produção da la lettre criação.

Livro

A La Lettre Criação, além de produzir espetáculos, também é um selo de publicação de textos teatrais. Para a estreia de "Vou Parir um Terremoto", foi publicada uma tiragem de 800 exemplares com a dramaturgia da obra, para distribuição gratuita.

Show-cênico “Vou Parir um Terremoto”

Data: 24 de abril - quinta-feira - às 20:00

Local: Guairinha - Auditório Salvador Ferrante (Rua XV de Novembro, 971)

Entrada Franca: Retirada de ingressos a partir de 1 hora antes no local. Sujeito à lotação.

Classificação: 16 anos I Duração: 80 minutos

Instagram: @lalettrecriacao 

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