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Benett lança livro de cartuns com financiamento coletivo

Livro tem compilação de humor publicado no Plural e na revista Piauí ao longo do tempo

Benett lança livro de cartuns com financiamento coletivo
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O cartunista Benett, um dos fundadores do Plural, está lançando um livro de cartuns pela Z Edições. O projeto está no momento em processo de financiamento coletivo, por meio do Catarse (clique aqui para ir à página do livro). Quem quiser pode comprar o livro antecipadamente, e dependendo do valor do pagamento ainda ganha brindes como pôsteres desenhados pelo artista.

O livro é basicamente de cartuns, tem menos a ver com política dessa vez?
Nada sobre política. É um livro mais leve, que fala sobre as coisas boas da vida, como a solidão, a impossibilidade de se sentir feliz e essas coisas. Claro, é um livro de humor com cartuns sobre o "lado irônico da vida", como se dizia naquela sessão da antiga revista Mad. E tem bastante cartuns sobre gatos e coelhos também. A verdade é que criei esses cartuns justamente porque não conseguia mais acompanhar política diariamente sem ficar doente da cabeça e da alma.

Como você foi montando o livro? As imagens já tinham todas saído na imprensa?
A maioria dos cartuns foram enviados na newsletter Anedonia, que os assinantes do Plural recebem todos os dias. Outros foram publicados na revista Piauí. Os cartuns diferem das tiras em quadrinhos porque a ideia ocorre em apenas um quadro, quase sem texto. É muito mais difícil de fazer. Quando o Heinar Maracy, editor da Z Edições me convidou para esse projeto, mandei um arquivo com quase 300 cartuns e ele foi montando o livro de maneira que não pareça tão caótico. E acabou ficando legal.

Como funciona o esquema do financiamento coletivo. Você já fez isso antes?
Nunca fiz antes. O projeto é feito no site de crowdfunding chamado Catarse. Você paga uma quantia adiantada pelo livro e recebe pelo correio, com algumas recompensas como posters e desenhos originais. É uma maneira de vender sob demanda, sem ficar com estoque ocupando a sala de casa. Mas acima de tudo é possível fazer um livro bonito, com papel de qualidade e que vai direto para as mãos das pessoas que gostam de seu trabalho. No caso do Agarre a vida, a recompensa pode ser um outro livro, colorido, só com os desenhos do Pinguim Niilista.

Conta direito essa história do pinguim niilista.
Tem um documentário do Herzog chamado "Encontros no fim do mundo", onde aparece um pinguim que resolve abandonar sua colônia e ir embora para as montanhas. É conhecido como o pinguim niilista. Bem, eu achei essa história meio parecida com as dos cartunistas e artistas em geral. É uma metáfora poderosa sobre se sentir inadequado. Cartunistas são sempre inadequados

Tags: cultura

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