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Conselho de Meio Ambiente nega licença para ampliar aterro de lixo da CIC

Licença para ampliação do terreno traria problemas ambientais e sociais para a região

Conselho de Meio Ambiente nega licença para ampliar aterro de lixo da CIC
Aterro da Essencis na CIC. Foto: CMC/Divulgação

Com informações de Luís Lomba, da Vigília Comunicação

O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Curitiba decidiu negar nesta quinta-feira (18) a licença solicitada pela Essencis para ampliar o seu aterro na Cidade Industrial de Curitiba. A área, que hoje recebe os resíduos sólidos da capital e de boa parte da região metropolitana, está com sua capacidade perto do esgotamento e a Prefeitura de Curitiba não parece ter um plano alternativo para receber o lixo.

A licença para ampliação do terreno, usado em caráter emergencial pelo Consórcio Metropolitano desde 2010, quando se esgotou a capacidade do antigo Aterro da Caximba, traria problemas ambientais e sociais para a região. Há várias ocupações no entorno do aterro que seriam impactadas pela aproximação da área de depósito. O aterro também pode trazer problemas para área de coleta de água pela Sanepar.

A votação no Conselho Municipal do Meio Ambiente mobilizou ambientalistas e coletivos populares, que fizeram pressão para que a licença não fosse aprovada. A reunião foi transmitida ao vivo no Instagram por ambientalistas. “Foi uma pequena vitória. Todo mundo do Conselho entendeu que não dá para simplesmente seguir com esse aterro”, disse à Vigília Comunica a ativista Verônica Rodrigues, integrante dos coletivos SOS Arthur Bernardes e 1 Milhão de Árvores.

O aterro da Essencis passou a ser usado depois que o antigo depósito da Caximba, no extremo sul da cidade, teve sua capacidade plenamente utilizada, em 2010. Alegando que não tinha como resolver o problema com a rapidez necessária, já que a licitação havia emperrado no Judiciário, a Prefeitura fez um contrato emergencial com a Essencis. Desde então, todos os municípios do consórcio metropolitano depositam lá os seus resíduos sólidos.

Desde então, todas as gestões do município, ao invés de fazerem uma licitação, preferiram ir estendendo emergencialmente o contrato. O problema é que o terreno também já foi usado de todas as maneiras possíveis, e logo não haverá onde deixar as milhares de toneladas produzidas diariamente pela capital e pelos municípios do entorno, e a Prefeitura continua sem ter sequer iniciado uma licitação.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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