Começou nesta terça-feira (11) o júri do ex-policial penal Jorge Guaranho, autor do homicídio do guarda municipal Marcelo Arruda. O crime aconteceu em Foz do Iguaçu, mas o júri - remarcado três vezes - ocorre em Curitiba.
Do lado de fora do Tribunal do Juri familiares e amigos da vítima estenderam faixas e fotos de Arruda. Guaranho, que estava em prisão domiciliar em Foz do Iguaçu, não falou com os jornalistas e foi direto para o tribunal.
Condenação
O filho da vítima, Leonardo Arruda, acompanhado da mãe, Alexandra Miranda, afirmou que a condenação do acusado demonstrará que o Paraná é um Estado que defende a tolerância.

“É importante para a sociedade para que nenhum filho fique sem pai, como a gente ficou”, lamentou.
A companheira de Arruda, Pâmela Silva, relembrou o cunho político do crime. “Ninguém convidou ele. Ele invadiu uma festa e atirou, então a condenação é a prova que a sociedade não aceita isso”.
Relembre o caso
Marcelo Arruda morreu no dia do seu aniversário, em 9 de julho de 2022, após ser baleado por Guaranho. O acusado não conhecia a vítima e invadiu o local porque descobriu, por meio de câmeras de segurança, que o tema da festa era o PT.
O réu foi preso, mas conseguiu o direito de aguardar o júri em prisão domiciliar.
O júri começou por volta das 10h20 e deve ser encerrado na quarta-feira (12).