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Assassinato de professora em Rondônia deflagra alerta sobre segurança dos docentes do ensino superior

A ideia é impedir a permanência do docente na presença de apenas um único aluno na área de instituições de ensino superior

Por Sinpes
Assassinato de professora em Rondônia deflagra alerta sobre segurança dos docentes do ensino superior

No último dia 06 de fevereiro, o Brasil ficou chocado com a notícia do assassinato da professora de Direito e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos. Ela foi morta a facadas em Porto Velho, Rondônia. O crime ocorreu dentro de uma sala de aula no centro universitário FIMCA/Metropolitana, logo após a vítima encerrar sua aula, com a natural dispersão de seus alunos.  

A principal linha de investigação da Polícia Civil é que se trata de feminicídio ocorrido porque o agressor insistia em manter relação afetiva com a docente.  Ele esperou que os outros alunos saíssem da sala para atacar a professora com um punhal. Uma das facadas atingiu o coração. Juliana foi socorrida, mas faleceu antes de chegar ao hospital.

Diante desse cenário, pensando na segurança de professores e professoras do ensino superior privado, o Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES, entidade que representa mais de cinco mil professores, pretende estabelecer uma regra que proporcione maior segurança aos docentes.

A ideia é impedir a permanência do docente na presença de apenas um único aluno na área de instituições de ensino superior. Sempre que seja necessário o atendimento individual, as instituições deverão disponibilizar um monitor ou fiscal para acompanhar as tratativas, a exemplo de sistemática que já vigora na Faculdade de Administração e Economia, com foco em ensino e valores Franciscanos (FAE).

O sindicato pretende tratar desse assunto com o sindicato patronal, o SINEPE, inclusive inserindo esse protocolo de segurança na próxima Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A ideia de generalizar essa singela medida preventiva surgiu de uma conversa informal entabulada entre alguns docentes e o professor Cláudio Castro, professor do curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e secretário geral do SINPES. Ele revela que existe um permanente receio de insegurança disseminado entre os professores do ensino superior, razão pela qual a iniciativa do SINPES foi muito bem recebida.

#SINPESASSIM

Mais em: www.sinpes.org.br

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