Dados da Diretoria de Gestão Territorial do Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) apontam que Araucária recebeu R$ 66,18 milhões de royalties ligados à produção de recursos energéticos. A fatia representa 66% do total distribuído aos municípios.
Juntos, o Governo do Estado e os municípios arrecadaram R$ 215,24 milhões pela exploração de recursos minerais em 2025. Desse total, R$ 173,46 milhões (80%) correspondem aos royalties ligados à produção de recursos energéticos, como petróleo, xisto e gás. Já os R$ 41,78 milhões restantes (20%) estão ligados à arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) dos demais bens minerais.

Em relação aos royalties, de acordo com a legislação vigente, R$ 100,30 milhões (57,8%) foram distribuídos para cinco municípios, os polos produtores. Além de Araucária, São Mateus do Sul, com R$ 20,79 milhões (20,7%); Guaratuba, com R$ 6,54 milhões (6,5%); Campo Largo, com R$ 6,02 milhões (6%); e Pitanga, com R$ 752 mil (0,4%). O Governo do Estado ficou com R$ 73,16 milhões (42,2%).
Araucária, Guaratuba e Campo Largo receberam os royalties por possuírem estruturas ligadas à indústria do petróleo, como terminais de tancagem e armazenamento, além de instalações de embarque e desembarque. Já nos outros dois municípios os royalties são pela exploração de minérios como o xisto, em São Mateus do Sul, e o gás natural em Pitanga.
A maior parte da arrecadação (49,8%) ficou concentrada em seis municípios, todos da Região Metropolitana de Curitiba: Rio Branco do Sul, com R$ 9,09 milhões (21,8%); Campo Largo, com R$ 4,62 milhões (11,1%); Almirante Tamandaré, com R$ 2,49 milhões (6%); Adrianópolis, com R$ 1,65 milhão (3,9%); Cerro Azul, com R$ 1,49 milhão (3,6%) e São José dos Pinhais, com R$ 1,48 milhão (3,5%).
