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Após licitação, custo de terceirização na Assembleia cresce 68% e chega a R$ 15 milhões por ano

Valor total do contrato, para cinco anos, será superior a R$ 75,9 milhões

Após licitação, custo de terceirização na Assembleia cresce 68% e chega a R$ 15 milhões por ano
Sessão plenária da Alep nesta semana. Foto: Orlando Kissner/Alep
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A empresa Via Serviços Integrados Ltda. foi a vencedora da licitação para prestação de serviços gerais para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pelos próximo cinco anos. O valor anual da contratação será de R$ 15.186.374,02, um crescimento de 68% em relação ao contrato anterior. O total previsto para os cinco anos é de R$ 75.931.870,10. O contrato com a Adservi, empresa que prestará serviços até o dia 1º de dezembro, é no valor de de R$ 8.996.795,42 por ano.

Os serviços incluem limpeza e conservação, limpeza de estofados e carpetes, desinsetização, desratização e descupinização, limpeza de caixas d'água e fossas sépticas, manutenção de combate a incêndio e limpeza em alturas, além de 36 funções como copeiro, almoxarife, ascensorista, mestre de cerimônias, porteiro, manobrista, motorista, eletricista e jardineiro.

Nesta semana, funcionários da Adservi denunciaram que correm o risco de ficar sem receber parte do FGTS, segundo informou o deputado Renato Freitas (PT). De acordo com o parlamentar, a empresa estaria obrigando os funcionários a assinarem um acordo de demissão para abrir mão de parte do valor.

O presidente da Alep, Alexandre Curi (PSD), garantiu que os trabalhadores da Adservi serão recontratados pela empresa que venceu a licitação e os orientou a não assinarem nenhum acordo.

“A Mesa Executiva desde semana passada está tomando providências, essa empresa que está trabalhando no Poder Legislativo perdeu a nova licitação, a Casa está em litígio com eles, mas a empresa vencedora da nova licitação vai recontratar todas os funcionários terceirizados”, disse Curi. "Sugeri aos funcionários que não assinem esse documento e que se houver necessidade que judicializem contra a empresa que está deixando e trabalhar com a Assembleia Legislativa”.

O caso está sendo acompanhado pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco). A Adservi é responsável pelos serviços de conservação, manutenção, auxiliar administrativo, ascensorista, técnicos de informática, serviços de limpeza e higienização de estofados de tecido, tapetes e carpetes. São cerca de 190 contratados para atuar na Alep.

A empresa, com sede em São José (SC), foi contratada durante a gestão do ex-presidente Ademar Traiano (PSD). Em outubro, matéria publicada pelo Plural mostrou que o salário de um garçom da Alep é de R$ 1.330, enquanto o repasse previsto para a Adservi pela função é de R$ 4.053,71. Já uma servente de limpeza recebe cerca de R$ 1.100 por mês, com uma repasse mensal de R$ 3.942,02 para a empresa.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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