Com o segundo menor preço de energia elétrica do Brasil, a Itaipu Binacional, discute a ‘sobra’ de energia do Paraguai. Conselheiros brasileiros e paraguaios pretendem chegar a um consenso, até dezembro de 2026. Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, confirmou nesta segunda-feira (13) em Foz do Iguaçu a informação durante visita do Plural à usina hidrelétrica que é responsável por garantir 8% da energia do Brasil.
A essência do debate é porque o Tratado da Itaipu exige que as decisões sejam tomadas por consenso, e não voto. Além disso, o Paraguai, que detém 50% de posse da usina, produz energia excedente ao consumo do país. Pelo tratado, o Paraguai vende para o Brasil a energia que “sobra”, já que o Brasil, consome mais energia do que produz.
O novo acordo decide que o Paraguai pode vender sua energia para outros países além do Brasil, assim eles poderão investir mais em infraestrutura e educação no país, apontou Verri. “Nesse documento assinado em abril de 2024 dizia que a partir de 2027 essa parte estaria dispensada. Então a partir de 2027, o Paraguai pode ir para o mercado livre e vender sua energia excedente para quem quiser com o preço que quiser”, explicou o diretor.
A ideia é que a tarifa de energia seja o mesmo preço para Brasil e Paraguai, uma tarifa única. Basta as diretorias negociarem sobre para quem sobra energia, vai vender para onde e para quem. O impacto desse reajuste vai afetar positivamente os trabalhadores, a dona de casa e as indústrias. “Porque energia barata é inclusão social”, concluiu Verri.