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Verba ambiental foi usada para compra de móveis e reparos no IAP

Órgão realizou despesas com desvio de finalidade e gastos sem prévio empenho, aponta TCE

Verba ambiental foi usada para compra de móveis e reparos no IAP
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Valores reservados para a implantação e manutenção de Unidades de Conservação (UC) do Paraná foram usados para fins diversos dos previstos em lei. As irregularidades são apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), que multou ex-dirigentes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), hoje chamado de Instituto Água e Terra (IAT).

Ao contrário do previsto, as verbas ambientais, de valor não divulgado, foram gastas, segundo o TCE, para comprar móveis e custear reparos em telhados e escritórios regionais da entidade em 2016. “Conforme a Comunicação de Irregularidade emitida pela unidade técnica do Tribunal, o instituto realizou despesas com desvio de finalidade e gastos sem prévio empenho, além de não ter dado publicidade à aplicação de recursos provenientes de processos de compensação ambiental”, diz TCE.

O relator, conselheiro Artagão de Mattos Leão, recomendou à atual administração do Instituto o efetivo cumprimento dos dispositivos legais relativos à gradação de metodologia de impacto ambiental a projetos. Também solicitou a recomposição do capital humano da entidade, considerando que as atividades básicas da autarquia se encontram comprometidas.

Pelas irregularidades, foram multados o então diretor presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto (R$ 12,7 mil), o antigo diretor Administrativo e Financeiro, Ilton Ferreira Mendes Júnior (R$ 8,5 mil),  o diretor jurídico da época, Luciano Tinoco Marchesini, e a ex-chefe do Departamento de Contabilidade e Finanças, Eliane das Graças Nahhas Schmitz (R$ 4,2 mil cada). Ainda cabe recurso.

Sem prejuízo ao erário

O Instituto Água e Terra informou que “não houve má fé ou dolo por parte dos agentes públicos. A ausência de excepcionalidade na lei para as situações apontadas e a inexistência de publicidade, levou a imputação de sanção administrativa aos servidores e a emissão de recomendações ao órgão público. Vale ressaltar que não houve prejuízo ao erário público ou necessidade de restituição de valores”.

Mauren Luc

Mauren Luc

Formada em jornalismo pela Universidade Positivo, é especialista em educação e valores humanos, com atuações em reportagem, produção e edição de conteúdo para diferentes veículos e redações.

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