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Vereador propõe Vale Medicamento para moradores de Maringá

Proposta do vereador Luiz Neto busca garantir que nenhum morador interrompa tratamentos de saúde por falta de estoque nas farmácias

Vereador propõe Vale Medicamento para moradores de Maringá
Luiz Neto, do Agir: vereador propôs Vale Medicamento. Foto: Divulgação
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Maringá - O retorno das sessões ordinárias na Câmara de Maringá, no próximo dia 3, traz à mesa um debate essencial sobre a agilidade no atendimento à saúde. O projeto de lei do vereador Luiz Neto (Agir), que institui o Programa Municipal Vale Medicamento, propõe uma solução inteligente para um desafio comum em grandes cidades: garantir que o tratamento do cidadão não sofra interrupções. A ideia é criar um suporte imediato para o paciente sempre que a logística da rede pública enfrentar picos de demanda ou indisponibilidade pontual de algum item.

Para o autor da proposta, o projeto é uma forma de o Estado cumprir seu papel mesmo diante de imprevistos. Em entrevista exclusiva ao Plural, Luiz Neto explicou que, embora a regulamentação final dependa da Prefeitura, o modelo segue exemplos de sucesso como o de São Paulo. "Quando um morador não encontra o medicamento na Unidade Básica de Saúde, ele poderá retirá-lo em uma farmácia credenciada", afirma.

O processo de escolha das farmácias parceiras será feito via chamamento ou licitação, permitindo que drogarias de bairro e grandes redes participem, desde que ofertem valores próximos aos praticados nas licitações públicas. Além disso, o vereador revelou que está adicionando uma emenda ao projeto para ampliar o alcance da medida: o objetivo é permitir que o cidadão adquira com descontos medicamentos que integram as redes estadual e nacional (Governo Federal) do SUS, facilitando o acesso a esses itens caso o Estado ou a União apresentem falhas na distribuição. "A gente tem a obrigação de facilitar a vida do cidadão", pontua o líder do governo.

Sobre o custo do programa para os cofres públicos, Neto destaca que o valor é variável, pois depende diretamente da eficiência do estoque municipal. "O programa atende somente o que faltar. Esperamos que não falte nada e que todos os maringaenses sejam assistidos, mas, caso ocorra, a Prefeitura deve arcar com o ônus de viabilizar o recurso", explica.

Se aprovado, o projeto entra no período de vacatio legis (90 dias para adaptação), mas a implementação real dependerá de processos administrativos, como o credenciamento das empresas interessadas. Segundo o vereador, a experiência de Maringá com convênios já existentes para servidores pode servir de base para acelerar o processo. "Nossa cidade faz a lição de casa e são poucos os medicamentos que faltam, mas não queremos deixar o maringaense sem assistência quando isso acontecer", finaliza.

Thaís Almeida

Thaís Almeida

Sou jornalista e redatora, com experiência em diferentes frentes da comunicação: colunas de notícias, reportagem de rua e produção e apresentação de programas ao vivo. Minha atuação se concentra em temas como política e questões raciais.

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Tags: Saúde Paraná

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