Texto de Marya Marcondes, aluna de Jornalismo da UFPR
Sob orientação de Rogerio Galindo
Embora seja visto como o mais provável candidato do PSD à Presidência da República em outubro, o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), nega que haja uma preferência desde já pelo seu nome. “Se fosse para eu ser prioridade, não teria trazido os dois para o partido”, declarou em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ele, a definição do candidato caberá ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, após discussão interna sobre o projeto de presidência e o contexto eleitoral.
Os governadores Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), que também se filiaram ao PSD, estavam ao lado de Ratinho durante a entrevista ao Globo. Na conversa, os três defenderam que o PSD se apresenta como alternativa à polarização entre o atual presidente Lula (PT) e o campo bolsonarista, hoje representado por Flávio Bolsonaro (PL). Ratinho Jr avaliou que o partido ocupa uma posição estratégica para o "fortalecimento da democracia" e o “equilíbrio político” no país, oferecendo ao eleitor nomes “testados e aprovados” em seus estados.
Questionado sobre seu desempenho nas pesquisas, o paranaense argumentou que os índices ainda refletem, sobretudo, a maior notoriedade dos polos já conhecidos, e não o debate de projetos. Ele comparou o cenário atual à eleição de Curitiba em 2012, quando começou com 4% das intenções de voto e chegou ao segundo turno, derrotando um dos polos daquela disputa. Para Ratinho Jr, o eleitorado “não está ainda dedicando a sua atenção à discussão política eleitoral”.
Ratinho Jr também reiterou posição favorável a um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a condenados pelos atos de 8 de janeiro, desde que a medida seja entendida como forma de “pacificar o Brasil”. “Se for para pacificar o Brasil, sou um instrumento que vai querer construir pontes”, afirmou. Ele ainda minimizou a declaração do pai, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que já disse não desejar vê-lo presidente: “Se dependesse da vontade do meu pai, não teria sido nem deputado”, reagiu.
Eduardo Leite frisou que a escolha do nome do PSD não passa por “capacidade administrativa”, mas pelo melhor encaixe no humor do eleitorado e na circunstância eleitoral, e defendeu uma candidatura de centro-direita “convicta”, crítica tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo. Já Ronaldo Caiado afirmou que o PSD tem um “time” de pré-candidatos sem paralelo em outros partidos, defendeu um projeto “antagônico ao que está aí” e criticou Lula ao dizer que o presidente “governa com o 8 de janeiro até hoje”, insistindo que a disputa de 2026 não pode se resumir a “café requentado”.