Dois a cada três postos de combustíveis acompanhados pela Agência Nacional de Petróleo no Paraná reajustaram o litro do Diesel S500 entre janeiro e março de 2026. De 84 postos com dados sobre diesel S500, 57 tiveram reajustes acima de 1,60%. o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro foi de 0,33% e em fevereiro, 0,70%.
Em Arapongas, Norte do Paraná, dois postos registraram os maiores reajustes do período. No Grupo Borssatto, o litro de diesel S500 foi de R$ 5,79 em 28 de janeiro e R$ 7,79 em 12 de março (variação de 34,54%). Já no Posto Catuai III, o litro foi de R$ 5,64 em 29 de janeiro a R$ 7,49 em 12 de março, um aumento de 32,8%.
Na média de preço por cidade, Arapongas registrou 26,69% de aumento no litro de diesel S500 e 25% no litro de diesel S10 de janeiro a março.
No caso do diesel S10, os maiores aumentos foram registrados em Cianorte e Umuarama: 25%.
Os dados analisados pelo Plural também mostram que dos 27 municípios do Paraná cujos postos são monitorados pela ANP, apenas seis registraram alterações nos preços do diesel entre janeiro e março em menos de 50% dos estabelecimentos.
Na cidade de Paranaguá, por exemplo, dos 10 postos acompanhados, 6 tiveram alteração nos preços. Desses, apenas um teve redução no valor cobrado. No Posto Bertioga, o litro do diesel S500 subiu 15% e o S10, 11,69%.
Em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, todos os postos acompanhados tiveram aumento no diesel. O maior foi de 21% no preço no dieselk S500 no Posto Jardim Guarany.
Confira os dados da ANP dos postos no Paraná:
Preço da gasolina ficou estável
Os dados da ANP mostram que no caso do litro da gasolina, houve registro de aumento acima de 1% em 15 de 108 municípios com dados analisados. O maior aumento foi em Cianorte: 4,21% ou R$ 0,27 por litro. Em Paranaguá, o preço médio do litro de gasolina na cidade foi de R$ 6,57 para R$ 6,83, um aumento de 3,97%.
O preço do GLP variou de forma mais significativa. Das 23 cidades com dados, em três o preço permaneceu estável. Em cinco, o preço do botijão subiu mais de 2,5% e em 13 cidades houve redução no valor. O maior aumento foi registrado em Apucarana: 12,25%. O botijão custava R$ 102,45 em janeiro e subiu para R$ 115 em 11 de março.
Governo reage a risco de especulação
O cenário de alta ocorre em paralelo a medidas anunciadas pelo governo federal para evitar aumentos considerados abusivos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que não haverá tolerância com práticas irregulares no setor e destacou a atuação integrada de órgãos de fiscalização, conforme registro da Agência Brasil.
Segundo ele, o governo está mobilizando instituições como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a Polícia Federal, a Receita Federal e os Procons estaduais para monitorar o comportamento dos preços e coibir abusos. “Não teremos um segundo sequer de trégua àqueles que querem delinquir contra o povo brasileiro”, disse o ministro.
A ANP informou que já realizou fiscalizações em 22 cidades, com registros de autuações e interdições. Dependendo da gravidade das irregularidades, as multas podem chegar a R$ 500 milhões.
Paralelamente às ações de fiscalização, o governo também adotou medidas para conter a pressão sobre os preços, incluindo a suspensão de tributos federais como PIS e Cofins sobre o diesel e a proposta de zerar temporariamente o ICMS na importação do combustível, com compensação parcial das perdas de arrecadação aos estados.