Na última semana vieram à tona denúncias sobre a existência de um suposto grupo de mensagens que organizava tentativas de estupro contra estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com a repercussão, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que um inquérito para investigar o caso foi aberto. A UFPR declarou que está acompanhando as investigações e aplicando medidas para aumentar a segurança das alunas na circulação pelos campi.
O caso ganhou destaque após o Diretório Acadêmico de Medicina Nilo Cairo (DANC) formalizar uma denúncia de que uma estudante de medicina estava sendo perseguida. Segundo a organização estudantil, a jovem vinha sofrendo ameaças e sendo abordada por meio de aplicativo de mensagens.

Foi através desses aplicativos que a instituição teve conhecimento sobre o caso. Como as investigações correm em sigilo, o teor das mensagens não foi divulgado.
A Polícia Civil, responsável pela apuração, informou que está investigando tanto a existência do suposto grupo quanto a identidade dos integrantes. Em nota, a PCPR declarou “que o inquérito policial foi instaurado e as investigações estão em curso para apurar as ameaças proferidas contra uma estudante de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR)”.
Até o momento desta publicação, a existência do suposto grupo, assim como os nomes dos envolvidos, não foi confirmada. Ainda em nota, a PCPR pediu que pessoas que tenham informações sobre o caso procurem a Delegacia da Mulher para colaborar com a investigação.
A Polícia Civil orienta que eventuais outras vítimas e testemunhas compareçam pessoalmente à Delegacia da Mulher da Capital ou entrem em contato pelo número (41) 3219-8624 (WhatsApp) para agendamento de oitiva. Todas as informações prestadas são tratadas de forma sigilosa.
UFPR
A UFPR informou que tem adotado medidas para reforçar a segurança nos campi da instituição. De acordo com a universidade, o policiamento em locais de circulação de estudantes foi intensificado. Além disso, estão sendo avaliadas melhorias na iluminação e a instalação de novas câmeras nos espaços de convivência.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, a instituição reforçou que repudia qualquer ato de violência contra mulheres e que tem prestado apoio ao diretório acadêmico e às alunas que procuram a universidade para denunciar casos semelhantes. A UFPR destacou ainda que o caso permanece em sigilo, principalmente para resguardar a vítima.
A instituição informou também que denúncias ou informações relativas ao caso devem ser encaminhadas a Ouvidoria da Universidade pelo sistema Fala.BR (aqui) e ressaltou que quanto mais detalhes forem fornecidos, mais eficaz será a investigação e identificação dos responsáveis.
