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Mulheres negras do Paraná recorrem a Gleisi por representação negra no STF

Em Curitiba, ministra participou de encontro com mulheres negras e falou do cenário para as eleições deste ano

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Encontro em Curitiba teve apoio para a pré-candidata ao Senado, mas também pedido por mulher negra no STF | Foto: divulgação

Nesta terça-feira (16) a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT) esteve em Curitiba para um encontro com mulheres negras. Durante a agenda, representantes da Rede de Mulheres Negras do Paraná pediram a intervenção de Gleisi para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique uma ministra negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em abril deste ano, o Senado rejeitou a primeira indicação de Lula ao cargo de ministro. A indicação do presidente foi o advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi derrotado depois de oito horas de sabatina.  

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes desse período, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Mesmo antes da indicação, organizações ligadas aos Movimentos Negros de todo Brasil reforçaram a importância de a vaga que pertencia ao ex-ministro Luís Roberto Barroso ser ocupada por uma mulher negra.

Após a cobrança das mulheres negras no encontro, a ministra disse que o presidente Lula tem uma série de nomes para avaliar, incluindo mulheres negras e que ele está ciente da demanda.

Não há prazo legal para que a nova indicação por Lula seja feita e ele pode indicar o mesmo nome aos senadores. Isso pode ocorrer antes ou depois das eleições de outubro, conforme avaliação política do momento.

Atualmente o STF tem apenas uma ministra, Cármen Lúcia e nenhuma pessoa negra integra a corte neste cargo.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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