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STF manda integrantes do TJPR e de outros seis tribunais devolverem penduricalhos

Ministros Alexandre de Morais, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes identificaram 15 tipos de gratificação irregular

STF manda integrantes do TJPR e de outros seis tribunais devolverem penduricalhos
Sessão do Órgão Especial do TJPR que revogou a criação de gratificações, em maio deste ano. Foto: Tami Taketani/Plural

O Supremo Tribunal Federal (STF) identificou o pagamento de 15 tipos de gratificações consideradas ilegais em seis Tribunais de Justiça estaduais e no Tribunal do Distrito Federal e determinou que os valores recebidos sejam devolvidos. A decisão dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes é desta quarta-feira (12 de agosto).

Os pagamentos foram identificados nos Tribunais de Justiça do Paraná (TJPR), de Goiás, do Maranhão, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Rondônia e do Distrito Federal. No dia 8 de maio, o STF cobrou o cumprimento do teto constitucional no valor de R$ 46.366,19 no serviço público e esclareceu que estão proibidas revisões, reclassificações ou reestruturações de comarcas, ofícios, unidades funcionais, cargos e funções.

Depois dessa decisão, alguns tribunais ensaiaram a criação de novas formas para aumentarem os salários. O TJPR criou uma gratificação para juízes e desembargadores que atuam como tutores de estagiários, que poderia render até R$ 27 mil por mês, e anunciou a criação dos Núcleos 4.0, câmaras especiais que poderiam gerar pagamentos extras de R$ 15 mil mensais para cada magistrado. As duas decisões foram suspensas.

Sob críticas, TJ revoga penduricalhos que custariam uma Ponte de Guaratuba por ano
Criação de câmaras especiais havia sido aprovada em tempo recorde e renderia R$ 15 mil a mais para cada magistrado

Os presidentes dos tribunais terão 72 horas para informar os magistrados beneficiados.

Veja quais pagamentos foram identificados:

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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