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Ex-diretor da RPC desmente que Cristina Graeml fosse "parte da equipe" dos Diários Secretos

Ex-repórter da Globo, candidata tem falado em prêmios que jamais recebeu na carreira

Ex-diretor da RPC desmente que Cristina Graeml fosse "parte da equipe" dos Diários Secretos
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A candidata Cristina Graeml (PMB) tem afirmado na campanha eleitoral em Curitiba que participou da equipe de jornalistas que investigou o caso de corrupção na Assembleia Legislativa conhecido como Diários Secretos. No entanto, de acordo com o diretor de jornalismo da RPC da época, Wilson Serra, Cristina foi "meramente coadjuvante" e não fez nenhum trabalho de investigação. Também não é verdade que ela tenha sido premiada por esse trabalho.

A série de reportagens foi produzida por um grupo de quatro jornalistas - dois da RPC e dois da Gazeta do Povo. Eram eles: James Alberti, Gabriel Tabatcheik, Katia Brembatti e Karlos Kohlbach. Esses foram os quatro repórteres que trabalharam na apuração, fizeram toda a investigação. Também foram eles os quatro que, como recompensa, receberam o Prêmio Esso de Jornalismo de 2010 - a mais alta honraria do jornalismo nacional.

Segundo Serra, os repórteres da tevê que apareciam na tela não participaram da apuração e recebiam textos prontos. Eram "meros coadjuvantes", afirma ele.

Veja o depoimento de Wilson Serra na íntegra:

Olá! Aqui vai a história dos Diários Secretos: A pauta nasceu com o James Alberti.
Como o material era vasto, ele pediu a ajuda do Gabriel Tabacheik. Quando o material da RPC estava tomando forma, a Katia Brembatti, da Gazeta, começou uma apuração paralela.
Em conjunto, decidimos unir forças e formar um núcleo com o James e o Gabriel pela TV, a Katia Brembatti e o Karlos Kolbach pela Gazeta. Nesta fase, também contribuíram os alunos do treino (a escola de formação de novos jornalistas que a TV mantinha e que acabou). Na coordenação ficou o Carlyle Ávila, na época gerente de produção, e na orientação jurídica o advogado Rodrigo Xavier Leonardo.
Foram esses que fizeram todo o trabalho!!!
Quando a produção fechou com a reunião de todas as provas e se decidiu pela publicação, nós da TV decidimos que seria perigoso, um risco para a segurança pessoal, entregar a série a um só repórter.
Vários foram chamados, cada um gravou uma, no máximo duas matérias, inclusive o Wilson Kirsche, que era de Londrina e veio especialmente a Curitiba gravar a dele.
Todos receberam textos prontos, feitos pela equipe do Núcleo da TV. Era só gravar as passagens, uma ou outra entrevista… Nesta lista de repórteres estavam o Sandro Dalpicolo, a Dulcineia Novaes, a Ana Zimmerman, o Wilson Kirsche, a Malu Mazza e a Cristina Graeml, se não esqueci de algum outro…
Ela gravou sim uma ou duas matérias, mas o prêmio Esso e os outros que vieram na sequência são só de dois funcionários da tevê e dois da Gazeta: o James e o Gabriel, a Katia e o Karlos. Os demais, inclusive eu, fomos só meros coadjuvantes.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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