O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, pode deixar nos próximos dias o PL de Jair Bolsonaro. Esquecido pelo ex-presidente nas articulações para as eleições de 2026, Martins estaria negociando sua entrada no Partido Novo, que já integra a administração de Eduardo Pimentel (PSD) e a base de apoio ao prefeito na Câmara Municipal de Curitiba.
Em março, Bolsonaro esteve em Curitiba e oficializou seu apoio à candidatura do deputado federal Filipe Barros (PL) ao Senado no próximo ano. Em 2022, o apoio de Bolsonaro foi para Paulo Martins, que chegou a andar na garupa do então presidente em motociatas e ficou em segundo lugar, atrás de Sergio Moro (União Brasil), com 1.697.962 votos (29,12% dos válidos) – à frente do veterano Alvaro Dias (Podemos).

Na eleição do ano passado, Bolsonaro condicionou a presença de Martins na chapa de Pimentel à entrada do PL na coligação – mesmo assim, apareceu em plena campanha em uma live com Cristina Graeml (PMB), que disputou o segundo turno com Pimentel, para dizer que votaria na candidata. Antes da definição das chapas, Martins já teria estudado lançar uma candidatura própria à Prefeitura.
A avaliação é que Paulo Martins, que é próximo do governador Ratinho Júnior (PSD), perdeu espaço no PL e na preferência de Bolsonaro, e que pode acabar isolado na vice-prefeitura de Curitiba. No Novo, poderia ensaiar uma nova candidatura ao Senado no próximo ano ou até mesmo ao governo do estado.
O Novo tem uma secretária na gestão de Pimentel, Amália Tortato, do Desenvolvimento Humano, e três vereadores na base de apoio, Indiara Barbosa, Rodrigo Marcial e Guilherme Kilter.
No ano passado, uma postagem do Partido Novo de Curitiba exaltou a presença de Martins como vice de Pimentel. “Paulo Martins sempre foi de Direita”, diz a publicação no Instagram. “Em um momento em que muitos escolhiam caminhos diferentes, Paulo já defendia com firmeza os valores da direita, enquanto muitos ainda votavam no PT. Sua trajetória sempre esteve ao lado de ideias de liberdade econômica, respeito às instituições e defesa de um governo enxuto e eficiente.”
