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Debate na RIC é o mais agressivo entre Cristina e Pimentel até agora

Ataques envolveram parentes, vices e correligionários; Eduardo tentou mostrar que propostas da adversária são vazias

Debate na RIC é o mais agressivo entre Cristina e Pimentel até agora
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O debate na RIC neste sábado (19) mostrou que a reta final do segundo turno em Curitiba deve ser tensa. O grau de agressividade dos dois candidatos esteve acima do que a cidade costuma ver em eleições para prefeito. Cristina Graeml (PMB) e Eduardo Pimentel (PSD) trocaram acusações que envolveram parentes, vices, correligionários e propostas esdrúxulas.

O debate ocorreu depois da divulgação de diversas pesquisas nesta semana que variam entre apontar um empate técnico entre os dois oponentes ou indicar uma vantagem mais consistente de Eduardo Pimentel. É possível que isso explique uma agressividade maior de Cristina, que apenas nos primeiros minutos tentou manter um nível maior de civilidade.

Com o andamento do debate, a agressividade foi subindo a ponto de, no terceiro dos quatro blocos, Cristina ter entrado com seis pedidos de direito de resposta - todos corretamente negados pela RIC, já que se tratava de afirmações feitas com base em documentos públicos, como os processos movidos contra seu vice, Jairo Ferreira Filho (PMB).

A candidata mais uma vez fez o que já havia feito no debate da Band, citando o nome de Nelson Slaviero, um parente de Eduardo que foi pego numa fiscalização com trabalhadores em situação análoga à escravidão. Sem dizer nada sobre a situação, a candidata apenas pediu que o eleitor buscasse no Google informações sobre Nelson.

Eduardo respondeu dizendo que "parente ninguém escolhe", mas que candidato a vice e presidente de partido é possível escolher. E, pela primeira vez, Eduardo falou em debate sobre a situação do presidente do PMB que foi preso dentro de um carro roubado em janeiro deste ano.

O nível do debate chegou ao ponto de a candidata ter dito que havia virado baixaria. E Eduardo respondeu dizendo: "Foi você que começou".

Da parte de Pimentel, a tônica foi toda em tentar mostrar que Cristina não sabe do que está falando. A cada vez que ela dizia algo vago, prometendo por exemplo zerar a fila das creches, ele perguntava como ela pretende fazer isso. E, de fato, as respostas eram de um vazio quase absoluto.

Sabe-se que o debate da RIC costuma ser um termômetro que os candidatos usam para se preparar para o último encontro, na RPC, que tem uma audiência muito maior. Se a tendência continuar a mesma, dá pra imaginar que os dois vão se atacar ainda mais.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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