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Plural torna pública política interna de uso de Inteligência Artificial

Jornal Plural explicita sua política de uso da Inteligência Artificial

Plural torna pública política interna de uso de Inteligência Artificial
Foto: BoliviaInteligente / Unsplash

O Plural passa a adotar, de forma pública e documentada, sua política interna de uso de Inteligência Artificial (IA) na produção editorial e na organização de seus produtos digitais. O objetivo é garantir transparência com leitores, autores parceiros, anunciantes e com a própria equipe, deixando claros os limites, responsabilidades e critérios técnicos que orientam o uso da tecnologia no jornal.

A decisão formaliza um conjunto de regras que já vinham sendo aplicadas internamente e integra a documentação estratégica do projeto. "Foi um trabalho que ouviu toda equipe e partiu dos valores editorais do Plural", detalha Rosiane Correia de Freitas, sócia fundadora do Plural e responsável pelo desenvolvimento técnico dos produtos da empresa.

A política estabelece um princípio central: no Plural, a IA é assistente, não autora. A tecnologia pode ser usada no jornal para organizar informações, apoiar a revisão estrutural de textos e formatar informações de maneira mais clara.

Mas o jornal estabelece que o uso de IA não é feito na criação de conteúdo, substituição do trabalho dos jornalistas. O Plural também desenvolveu suas próprias ferramentas internas de IA que não criam fatos, inventam dados ou mesmo alteram o sentido de textos.

"A responsabilidade editorial permanece integralmente humana. Toda publicação continua sendo validada por jornalistas e editores", explica Rosiane.

Extensão dos valores editoriais

Segundo a política interna, qualquer uso de IA precisa respeitar a identidade editorial do jornal.

Isso inclui:

Na prática, a IA pode sugerir subtítulos para melhorar a leitura de uma reportagem ou apontar inconsistências estruturais, mas não pode alterar o sentido do texto nem introduzir informações que não estejam no material original.

O jornal também estabelece que a tecnologia não pode ser usada para criar títulos apelativos apenas com objetivo de aumentar cliques.

Regras computáveis e auditáveis

A política prevê que o uso de IA deve seguir regras técnicas previamente definidas e passíveis de auditoria, como o uso da estrutura oficial de tags e a identificação de conteúdos pagos.

Sempre que um sistema sugerir classificações ou ajustes estruturais, os critérios precisam ser identificáveis. A tecnologia executa regras estabelecidas pela governança editorial — não cria regras próprias.

Transparência com o leitor

A política também determina que ferramentas de IA voltadas ao público devem ser identificadas como tal. Os conteúdos assinados como Robô Plural são sempre produzidos com auxílio das ferramentas tecnológicas do jornal, o que inclui os agentes de IA do Plural.

O Plural define a IA como infraestrutura técnica, não como espetáculo ou estratégia de marketing.

A política reafirma um princípio já presente na estratégia do projeto: usar automação e tecnologia para sustentar o jornalismo humano — nunca para substituí-lo.

"Ao tornar pública a política interna, o Plural reforça seu compromisso com a transparência no uso de tecnologia, com o interesse público e com a confiança dos leitores", conclui Rosiane Freitas.

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