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Pesquisadores criam tecnologia para conversão de veículo a combustão para híbrido

Um Kwid doado pela Renault mantém o motor original, a combustão, e usa uma bateria que roda com energia limpa

Pesquisadores criam tecnologia para conversão de veículo a combustão para híbrido
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Curitiba recebeu, na última semana, a primeira versão híbrida do veículo Kwid, da Renault, do mundo. O carro projetado para rodar a combustão foi convertido para um modelo híbrido elétrico com tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e apresentado em Curitiba, durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ocorrido na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O projeto teve investimento de R$ 6,4 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio Programa de Pesquisa e Desenvolvimento. O projeto inteiro testou quatro carros, sendo dois nacionais e dois importados e levou 36 meses para ser desenvolvido.

Com a tecnologia, o veículo mantém o motor original, a combustão, e usa uma bateria no porta-malas que roda com energia limpa. A troca de um para outro é feito diretamente no painel, com um botão. O modelo também é inteligente: para circular na cidade dá preferência para o motor elétrico e, em longas distâncias como rodovias, ele prefere o de combustão.

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“Ele é mais econômico. Para exemplificar, é como se o custo do litro da gasolina saísse por R$ 1 quando está no modo elétrico”, explica o professor que coordenou o projeto, Adriano Bresolin, do IFSC.

O pesquisador também aponta que a conversão nos moldes da pesquisa deixa o carro mais acessível. Em média há carros elétricos no valor de R$ 100 mil no mercado, enquanto a conversão para o híbrido custa R$ 40 mil, aproximadamente.

A tecnologia desenvolvida pelo IFSC e apresentada em Curitiba deve ser patenteada. “A Renault, que doou o carro para a pesquisa, já fez o pedido que está em trâmite. Então é muito importante para nós”, destaca o professor Daniel Godoi, que também integra o projeto.

Recursos

A Embrapii incentiva projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) por meio de apoio financeiro, custeando de um terço a 50% do valor de projetos com recursos não reembolsáveis, e técnico, por meio das 96 do Brasil, que são centros de pesquisa de excelência nas mais diversas áreas.

Para o coordenador de mobilização empresarial, Fábio Cavalcante, a grande vantagem de apresentar os projetos junto à Embrapii é a agilidade. “A empresa negocia o projeto diretamente junto à Embrapii com fluxo contínuo, então não é necessário esperar um edital”.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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