Na última semana a bancada de oposição da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) entrou com uma liminar junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, questionando a privatização da Copel. O assunto também foi pautado no grupo técnico de Minas e Energia da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve receber um diagnóstico em mãos nesta segunda-feira (12).
Presidente do PT no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT), que integra a equipe de transição, afirmou que o coordenador do GT, Maurício Tolmasquim, recebeu um histórico do processo que permite que a Copel não tenha mais acionista controlador, ou seja, tira das mãos do Estado do Paraná o comando da empresa.
Neste ano a Copel conformou o pagamento de R$ 970 milhões na forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) a seus acionistas.
O projeto de privatização, de autoria do governador Ratinho Jr. (PSD) foi aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sem dificuldades com 38 votos favoráveis e apenas 14 contrários.
Apesar da aprovação, os deputados que votaram contra continuaram a mobilização para barrar a privatização. Além do documento entregue no GT de transição, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Conselho de Valores Mobiliários (CVM) e o Tribunal de Contas da União também foram acionados.
Entre outros, o documento aponta que a União será prejudicada pela privatização. O argumento da oposição é de que o BNDESPAR, braço financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é acionista da Copel, e por isso pode sofrer com as mudanças aprovadas pelos deputados paranaenses.
Ao presidente eleito Lula será entregue antes da diplomação, que acontece às 14h desta segunda-feira (12), um diagnóstico elaborado pelo grupo de trabalho de infraestrutura.