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Paraná teve o segundo maior número de estupros de vulneráveis no Brasil em 2025

Com 5.272 casos, Estado ficou atrás apenas de São Paulo. Em número de estupros, Paraná ficou em terceiro

Paraná teve o segundo maior número de estupros de vulneráveis no Brasil em 2025
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O Paraná teve 5.272 registros de estupro de vulneráveis em 2025, o segundo maior número do país, atrás apenas de São Paulo. Os números estão no relatório do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), publicado nesta quarta-feira (21 de janeiro) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os dados mostram ainda que o Paraná foi o terceiro Estado com o maior número de estupros de não vulneráveis no ano passado, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo.

Com uma população quatro vezes maior que a do Paraná, São Paulo teve em 2025 11.330 estupros de vulneráveis (pessoas com menos de 14 anos ou incapazes de oferecer resistência). A taxa no Paraná é de 44,34 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto no Estado vizinho é de 24,59. A taxa nacional é de 26,86. Taxas de apenas cinco unidades da Federação são mais altas que a do Paraná: as de Roraima (73,09), Rondônia (70,55), Amapá (56,91), Pará (54,21) e Acre (51,11).

O relatório mostra que houve 57.329 casos no país em 2025, média de 157 por dia. Foram 48.371 vítimas mulheres e 8.152 homens (em 806 casos o gênero não foi informado). Em 2024 foram registradas 51.834 ocorrências no país, mas o número é irreal, pois não constam os dados de cinco Estados: Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Estupros

A situação do Paraná também não é boa para o Paraná quando se observam os números de estupros de pessoas consideradas "não vulneráveis" no país. Com 1.494 casos, o Estado ficou atrás apenas do Rio de Janeiro (5.867) e de São Paulo (2.872). A taxa de casos por 100 mil habitantes no Paraná é de 12,56, acima da nacional (10,91) e mais que o dobro da de São Paulo (6,23). Mato Grosso do Sul e Rio têm as taxas mais altas: 50,91 e 34,06, respectivamente.

Apesar da segunda colocação, o Paraná teve uma queda de 78,2% no número de casos em relação a 2024, quando foram registradas 6.881 estupros. Foi o maior número do país naquele ano, à frente de Rio de Janeiro (5.819 casos) e São Paulo (3.537). A taxa por 100 mil habitantes do Paraná foi de 58,19 naquele ano, muito acima da nacional (16,54) e atrás apenas de Rondônia (96,95) e Mato Grosso do Sul (79,78).

Menos homicídios e feminicídios

O numero de homicídios caiu no Paraná no ano passado. Foram 1.167 homicídios dolosos em 2025 (o nono maior número do país), queda de 24,9% e relação ao ano anterior (1.554 registros). O número de latrocínios (roubo seguido de morte) caiu de 46 para 44 no mesmo período e o Estado fechou 2025 na sétima posição.

O Paraná também registrou menos feminicídios no ano passado: 87 ocorrências contra 109 em 2024. O Estado ficou na quinta colocação, atrás de São Paulo (233), Minas Gerais (139), Rio de Janeiro (104) e Bahia (103).

Na Agência Estadual de Notícias, o governo do Paraná comemorou a queda geral no número de mortes violentas em 2025, o que inclui homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e feminicídios. Foram 1.343 casos em 2025 e 1.770 em 2024. Com isso, o Estado atingiu menor taxa de mortes violentas da história por 100 mil habitantes, com apenas 11,29. A taxa nacional é de 15,97.

Mortes por intervenção policial

No item "Morte por intervenção policial", a Bahia segue na liderança, com 1.569 casos em 2025 (o Estado também teve o maior número de ocorrências em 2024, com 1.556 mortes). O Paraná teve 426 registros no ano passado (foram 405 em 2024). Além da Bahia, só três Estados tiveram um número maior que o do Paraná em 2025: Rio de Janeiro (798), São Paulo (684) e Pará (634).

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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