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MP arquiva investigação contra Renato Freitas por ato no supermercado Muffato

Deputado participou de ato pela punição dos responsáveis pela morte de jovem de 22 anos após agressões de funcionários do supermercado

MP arquiva investigação contra Renato Freitas por ato no supermercado Muffato
Renato Freitas em ato no Muffato, em junho de 2025. Foto: Tami Taketani/Pural
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O Ministério Público do Paraná (MPPR) arquivou um Procedimento Investigatório Criminal contra o deputado estadual Renato Freitas (PT), acusado de invadir um loja do supermercado Muffato em junho de 2025. O ato do qual Freitas participou pediu o punição para os responsáveis pela morte Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, após abordagem de seguranças do Muffato no bairro Portão, em Curitiba.

O Procedimento foi instaurado após denúncia do vereador de Curitiba Rodrigo Marcial (Novo). Outro vereador bolsonarista, Guilherme Kilter (Novo), chegou a pedir a cassação do mandato de Freitas. Segundo Kilter, Freitas "promoveu um ato que extrapolou limites legais e éticos ao fechar de maneira deliberada os caixas do supermercado, causando transtornos a clientes e funcionários".

Segundo a assessoria de Renato Freitas, a representante legal do Super Muffato, Alessandra Nicoletti Debiazio, foi ouvida durante o processo e declarou que “a percepção do Supermercado é de que o ocorrido foi uma manifestação e não um ato criminoso, pois não houve danos, nem agressão, que foi apenas um incômodo”. A empresa não teria registrado boletim de ocorrência nem tentado impedir o ato.

Ato no Muffato pede justiça por Rodrigo Boschen, morto após ser agredido por seguranças
Jovem de 22 anos foi morto acusado de furtar uma barra de chocolate em supermercado no bairro Portão

O MP teria reconhecido que “a conduta de realizar protesto em local aberto ao público (área de vendas de supermercado), sem violência e sem causar dano, ainda que gere incômodo, é tolerada pelo ordenamento jurídico como exercício da liberdade de expressão e reunião”.

A manifestação, realizada na noite de 25 de junho, reuniu familiares de Rodrigo Boschen e representantes de movimentos sociais. Rodrigo sofria com transtornos psiquiátricos e foi perseguido pelos funcionários após supostamente ter furtado uma barra de chocolate. O jovem foi espancado e seu corpo foi carregado e descartado no acostamento de uma via pública, a poucos metros do estabelecimento. O crime aconteceu no dia 19 de junho de 2025.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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