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Parada LGBTQIA+ toma as ruas e ecoa grito pelo fim do feminicídio; veja fotos

Evento em Londrina reuniu milhares de pessoas neste domingo (7)

Parada LGBTQIA+  toma as ruas e ecoa grito pelo fim do feminicídio; veja fotos
Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Londrina em defesa da vida. Foto: Ivo Ayres
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A comunidade LGBTQIA+ tomou as ruas do centro de Londrina neste domingo (7) em marcha pelo direito à cidade na 7a edição da Parada Cultural LGBTQIA+. Ativistas feministas se somaram ao ato de luta e resistência para gritar pelo fim do feminicídio, alinhadas com o Levante Mulheres Vivas, manifestação nacional pelo fim da violência contra as mulheres.

A concentração teve início às 14h, no início do Calçadão da Avenida Paraná, esquina com Rua Hugo Cabral. Por cerca de duas horas, ativistas e artistas ocuparam o trio elétrico com música e falas em defesa de direitos diversos, como o fim da LGBTfobia e as cotas trans nas universidades.

A fala pelo fim do feminicídio ficou por conta de Meire Moreno, integrante do Néias – Observatório de Feminicídios de Londrina, alinhada com a Frente Feminista e a Rede Feminista de Saúde do PR. Ela citou nomes de mulheres cis, trans, lésbicas, indígenas, dentre outras, vitimadas pelo feminicídio em Londrina e no Brasil, e destacou números.

Participante faz cartaz pela vida das mulheres. Foto: Cecília França

“Desde o começo do ano são mais de 7 mil mulheres vítimas de feminicídio consumado e tentado, segundo dados do Lesfem (Laboratório de Estudos de Feminicídios). Não seremos silenciadas. Acabou, porque nos queremos vivas!”, declarou a ativista.

A Parada de 2025 foi realizada com recurso de emenda parlamentar da deputada federal Carol Dartora, que participou do evento. Também esteve presente a vereadora Paula Vicente, ambas do PT.

Festa em família

Os organizadores da Parada Cultural LGBTQIA+ - ONG D.O.C.Ê. e produtora Flapt! - tiveram dificuldade para realizar o evento este ano. A ideia era que acontecesse no dia 30 de novembro, no Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa, porém, precisou ser adiada diante de inúmeras exigências dos órgãos reguladores. O retorno ao formato de passeata enfatiza o caráter político da Parada.

“Depois de tanta dificuldade parece que a gente teve mais gás ainda. Virou questão de honra colocar esse evento na rua no formato possível. Quando nós tínhamos idealizados no CSU era para dar um pouco mais de conforto para os participantes e movimentar a economia local, mas não foi possível. Então a gente volta para a rua, nesse formato de passeata, que acaba sendo mais político, uma cara mais de protesto, que acaba sendo o cerne de toda essa movimentação”, destaca Guilherme Lupin, presidente da ONG D.O.C.Ê.

Guilherme Lupin e a família. Foto: Cecília França

Outra luta travada pela Parada foi pela derrubada de uma lei municipal que pretende proibir a presença de crianças e adolescentes na Parada. Por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pela OAB, o Tribunal de Justiça concedeu liminar que susta os efeitos da medida.

“Quando esse PL tramitava já dava indícios que de que era onsconsticuional, que acabou sendo o entendimeto do TJPR. Vamos ganhar isso na justiça de forma definitiva, porque não cabe à Câmara de Vereadores legislar sobre a educação familiar e nem acima do ECA”, completa Lupin, acompanhado dos pais.

Com a derrubada da lei, Fernanda Silva Campos levou a filha de sete anos, Maria Rita, na Parada pela primeira vez. “Para mim significa liberdade. A criança tem que entender e saber. Isso é uma realidade e é melhor ela conhecer do meu lado”, declara.

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Cecília França

Cecília França

Jornalista há 20 anos, é especialista em Direitos Humanos.

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