Pular para o conteúdo

CBMPR se manifesta sobre falhas na distribuição dos postos de guarda-vidas na Ilha do Mel

Para o Comandante Frazatto, “a ativação de mais PGVs depende da voluntariedade dos guarda-vidas civis, e todos os voluntários estão sendo utilizados nos finais de semana. Há um reforço de bombeiros militares de Curitiba e região metropolitana, além do efetivo em embarcações e viaturas”, enfatizou.

CBMPR se manifesta sobre falhas na distribuição dos postos de guarda-vidas na Ilha do Mel
Salva vidas do Corpo de Bombeiros. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros.
Publicado:

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), por meio do 8° Batalhão de Bombeiros, manifestou-se sobre o incidente ocorrido com a estudante Pamela Lenz Gottardi, de 21 anos, que morreu afogada na Praia Grande, na Ilha do Mel, no último domingo (08). A estudante surfava na região quando foi arrastada pela correnteza.

De acordo com o Ten.Cel. Fabricio Frazatto dos Santos, que está a frente do 8° Batalhão de Bombeiros, unidade responsável pela região da Ilha do Mel no Litoral do Paraná, durante o verão, o efetivo de guarda-vidas era de 110 PGVs. Após a Operação Verão, a média atual é de 35 PGVs. “Além disso, há rondas de monitoramento com embarcações e aeronave em todo o litoral”, disse.



Para o Comandante Frazatto, “a ativação de mais PGVs depende da voluntariedade dos guarda-vidas civis, e todos os voluntários estão sendo utilizados nos finais de semana. Há um reforço de bombeiros militares de Curitiba e região metropolitana, além do efetivo em embarcações e viaturas”, enfatizou.



Ainda segundo o responsável pelo 8° Batalhão de Bombeiros, com a restrição de efetivo, as praias de Encantadas e Nova Brasília tem prioridade de cobertura devido a maior movimentação de público, na sequência vem Praia Grande e Istmo na Ilha. “No entanto, infelizmente não conseguimos estar em todos os locais e isso seria impossível para a prevenção de afogamentos”, declarou.


Relembre o caso

Nas últimas semanas, três pessoas morreram afogadas no Litoral do Paraná em incidentes distintos, mas ligadas por um mesmo fator, ocorreram em locais sem a presença de guarda-vidas civis ou militares. A falta de profissionais em áreas de risco pode ter contribuído para o aumento do número de acidentes e vítimas fatais.

Um dos casos é o da estudante de Engenharia Civil na UFPR, Pamela Lenz Gottardi, de 21 anos, que surfava na região da Praia Grande, na Ilha do Mel, quando a correnteza arrastou ela e outro surfista, um adolescente de 17 anos, no último domingo (08). As equipes de resgate conseguiram localizar o rapaz, que foi retirado do mar com vida após uma ação que mobilizou guarda-vidas civis, equipes do Corpo de Bombeiros e a tripulação do helicóptero Arcanjo 01, do Comando de Aviação da Polícia Militar do Paraná. Apesar dos esforços, Pamela não resistiu.



De acordo com o que foi apurado, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) tinha conhecimento de que haveria um movimento atípico na Praia Grande, na Ilha do Mel, no final de semana em que ocorreu a tragédia com a estudante. Um grupo de aplicativo de mensagens entre guarda-vidas civis e militares revelou que o comando solicitou reforço nas rondas no local.



“Neste final de semana, teremos evento na Praia Grande. A pedido do Comando, será necessário reforçar as rondas no local”, dizia o aviso. Os guarda-vidas questionaram sobre a disponibilidade de materiais, como placas e bandeiras, e o Major Éverton respondeu que os itens estavam no Posto Guarda-Vidas (PGV) Praia de Fora, mas que os da praia de Grajagan haviam sido recolhidos.



Após a confirmação do óbito de Pamela, o Cabo Marcelo lamentou o episódio e pediu reforço no efetivo para mais postos em eventos com grande público. “Seria interessante por parte do comando tentar conseguir um efetivo maior para que seja montado mais postos na ilha, principalmente quando já se tem o conhecimento de algum evento ou de algo que traga mais público do que o normal”, disse o Cabo Marcelo.

Andresa Costa

Andresa Costa

Jornalista por formação, especialista em Comunicação Audiovisual - Cinema e Televisão. Já trabalhei como repórter em jornal impresso, rádio e TV aberta

Todos os artigos

Mais em Matinhos: cidade e litoral

Ver todos

Mais de Andresa Costa

Ver todos

De nossos parceiros