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Greve paralisa 60% das escolas e universidades estaduais no Paraná

Protesto é contra a Reforma da Previdência do funcionalismo público

Por Admin
Greve paralisa 60% das escolas e universidades estaduais no Paraná
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Nesta segunda-feira (2), foi dia de protesto contra o governo de Ratinho Jr. (PSD). Professores e educadores realizaram mobilização no Centro Cívico, que recebe hoje (3) ato unificado, envolvendo outros setores do funcionalismo, docentes universitários e agentes da segurança pública. Cerca de 60% das escolas e das universidades estaduais estão sem aulas.

O número é da APP-Sindicato. “Temos uma paralisação parcial, mas que pode crescer. Fizemos hoje uma reunião com o líder do governo, cobrando o governador a ouvir, de fato, os servidores, pois ele continua sem nos atender, o que era um compromisso de campanha, mas não tem ocorrido”, conta o presidente da entidade, Hermes Leão.

Para a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná(FES-PR), Marlei Fernandes, é necessário debater as propostas. “Não é possívelfazer esta reforma no fim do ano, desta forma, sem diálogo. Queremos espaçopara debater, levar propostas, mas até agora não foi marcado nada. Vamos fazerpressão, pois nem os deputados sabem o que está em jogo”, diz ela.

“Quando explicamos que um funcionário de escola poderá ter sua aposentadoria reduzida a 1/3 de seu salário, eles se assustam, o que indica que não conhecem a proposta do governo.”

Nesta terça, ônibus com servidores devem chegar de todo estado para o ato unificado, que acontece a partir das 9h, na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Os manifestantes devem acompanhar a sessão da Alep e uma nova assembleia dos professores acontece às 16h.

Docentes e funcionários da universidades aderiram à greve. Foto: Sinteemar

Universidades

Na Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e na Universidade de Ponta Grossa (UEPG) a greve será reavaliada na quarta (4), em nova assembleia.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) - onde aconteceu hoje a segunda fase do vestibular - decidiu aderir à greve por tempo indeterminado, mas avalia novos passos do movimento também nesta quarta.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a paralisação dos servidores também não deve prejudicar a realização do vestibular, nos dias 8 e 9 de dezembro. Professores se reúnem novamente nesta quarta para assembleia, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar) aprovou paralisação por tempo indeterminado.

Na Unicentro, a deliberação foi pelo indicativo de greve e participação nas mobilizações da categoria. Haverá ônibus para o ato unificado dos trabalhadores, em Curitiba.

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Tags: Paraná

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