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Generosidade com chapéu alheio: Assembleia abona 415 faltas de deputados

Políticos deveriam perder R$ 843 a cada vez que faltassem, mas não é o que acontece na prática, já que regras preveem múltiplas exceções

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Colaborou: Rafaela Moura

A Assembleia Legislativa do Paraná abonou 415 das 484 ausências dos deputados estaduais em 2019. Segundo o regimento interno, são deduzidos R$ 843 dos salários dos políticos a cada vez que os parlamentares não respondem à chamada. Quando aceitas as justificativas de ausência, no entanto, os deputados são remunerados integralmente.

Da mesma forma que em outras instituições do legislativo, o regimento é bastante bondoso com relação a descontos. Além das justificativas comuns, como doença, morte de familiares e representação da instituição em eventos, são permitidas ausências por motivo de audiência judicial e "impedimento de locomoção no trajeto até o local da sessão plenária, ocasionado por caso fortuito ou força maior."

A exceção mais generosa, porém, é aquela que prevê um abono grátis mensal, sem qualquer necessidade de o parlamentar dizer por que não compareceu à sessão. O abono sem justificativa foi, aliás, o caso mais comum no ano que passou.

O deputado mais ausente foi Gilson de Souza (PSC), que justificou falta a 28 das 119 sessões, parte delas por motivo de tratamento médico. A medalha de prata vai para Luiz Carlos Martins (PP), que teve abonadas 19 das 27 ausências. Nelson Justus (DEM) fica com o terceiro lugar de faltas gerais. Foram 26 sessões perdidas, sendo que apenas metade delas foi descontada do salário do parlamentar.

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