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Professores do litoral pagam transporte aquaviário do próprio bolso para trabalhar

Na última semana, o deputado estadual Goura (PDT) e a deputada federal Dartora (PT) enviaram assessores para reunião com representante da Seed, em Paranaguá, para tratar do assunto

Professores do litoral pagam transporte aquaviário do próprio bolso para trabalhar
Deputado Goura e deputada Carol Dartora cobram solução para transporte de docentes | Foto: divulgação
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Docentes da rede pública estadual do Paraná que trabalham no Litoral do Estado estão arcando com transporte aquaviário com recursos do próprio bolso. A discussão foi tema de reunião ocorrida na última semana, no Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá, que teve a participação de representantes dos mandatos dos deputados Goura (PDT) e Carol Dartora (PT).

A reunião contou a presença do representante da Secretaria de Estado de Educação (Seed), João Giona, que é diretor-geral do NRE de Paranaguá. Ele se comprometeu a providenciar o transporte aquaviário.

O que acontece atualmente é que o auxílio transporte que compõe a remuneração dos docentes não prevê transporte aquaviário. Desta maneira, eles precisam providenciar locação de embarcações por conta própria para chegar às comunidades que não têm acesso terrestre.

Giona, durante a reunião, afirmo que a Seed fará “estudos administrativos, jurídicos e financeiros” para avaliar a questão e solucionar o deslocamento dos professores e professoras.

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A adequação de formação docente caiu 3 pontos percentuais entre 2022 e 2025 — e o principal sinal de deterioração não é a contratação de professores temporários, mas a entrada de docentes sem diploma de ensino superior nas salas de aula do ensino médio

O problema é de conhecimento da Seed desde 2025, quando o deputado Goura enviou um ofício aos responsáveis pela pasta. “Conforme os profissionais da educação nos relataram, é recorrente a impossibilidade de início das aulas no horário regular, tendo em vista que o primeiro barco disponível para travessia atualmente parte apenas às 8h, o que tem obrigado a unidade escolar a iniciar as atividades por volta das 9h. Tal situação compromete a organização pedagógica, a carga horária efetiva dos estudantes e as condições de trabalho dos docentes”, revelou o parlamentar.

Já Carol Dartora falou sobre os custos que o transporte tem para os trabalhadores. “Desde o ano passado, quando ouvimos o relato doloroso desses professores, meu coração ficou apertado ao ver trabalhadores tirando até mil reais do próprio bolso, todo mês, apenas para conseguir chegar de barco até as salas de aula nas ilhas. Isso não era justo”, disse.

A travessia, além de cara, também é insegura, faz com que muitos trabalhadores optem por se hospedar nas comunidades onde trabalham e durmam nas próprias escolas por falta de opções.

 

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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