Um incêndio de grandes proporções atingiu o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, Litoral do Paraná, por volta do meio-dia neste sábado (04). O fogo começou no porão, onde estava localizada parte da biblioteca do colégio e outros materiais da secretaria, e se espalhou rapidamente para os pisos superiores, causando o colapso do telhado.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) enfrentou dificuldades para controlar o incêndio devido à estrutura do prédio ser toda feita de madeira, o que facilitou a propagação das chamas. Além disso, o clima quente e seco agravou a situação, elevando o consumo de água no combate ao fogo e provocando a escassez nos caminhões das guarnições durante os trabalhos.
Equipes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) da Portos do Paraná também participaram do combate ao incêndio, contribuindo para as ações de controle do fogo. Após duas horas do início das chamas, os primeiros caminhões pipas começaram a chegar ao local para dar suporte às guarnições que tentavam apagar as labaredas e dar início ao rescaldo.
Ambiente favorável
De acordo com o comandante do 8º Batalhão de Bombeiros, Douglas Martim Konflanz, as condições físicas do ambiente favoreceram a propagação das chamas com muito material combustível, como livros, divisórias internas e a parte estrutural do telhado em madeira. O risco de toda a estrutura ruir também foi um fator determinante no uso da estratégia de ação das guarnições.
“Como é uma estrutura antiga, existe o risco que ela possa desabar a qualquer momento e é necessário ter toda cautela com esse tipo de estrutura, assim como o cuidado com todas as equipes. Aqueles que estão ajundando e os bombeiros que estão no combate direto às chamas, mesmo dentro da estrutura, estão trabalhando em local seguro, justamente para as características da identificação”, explicou
Estrutura de resposta
A equipe de resposta ao incêndio enfrentou dificuldades para controlar as chamas em um local não especificado. De acordo com informações preliminares do Ten. Cel. Douglas, a equipe inicial se concentrou no portão de acesso, enquanto a brigada de incêndio da empresa ao lado do colégio trabalhou para conter as labaredas do outro lado.
O foco das investigações agora é entender a origem do incêndio para controlar seguir a etapa de rescaldo. Diante das dificuldades encontradas pelas equipes dos bombeiros em conter as chamas, o Tem. Cel. Douglas foi questionado sobre a estrutura de resposta do 8º Batalhão de Bombeiros. “A estrutura é considerada suficiente, mas depende do tipo de ocorrência. O apoio de equipes do Paraná e outras empresas está sendo fundamental para o fornecimento de água”, disse.
As equipes continuam trabalhando em revezamento devido ao desgaste físico da operação. Até o momento, não há informações sobre a causa do incêndio e não há registro de possíveis vítimas. As investigações continuarão após a fase de rescaldo com o trabalho da polícia científica.
Prédio centenário
O governador Ratinho Junior determinou uma força-tarefa para avaliar os danos e recuperar o prédio histórico do Instituto Estadual de Educação de Paranaguá.
A escola, construída em 1927 e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, atende a 1.635 alunos em 53 turmas. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, as aulas serão realocadas para outras unidades enquanto a escola é restaurada.
"O governador determinou ao Corpo de Bombeiros Militar todo o esforço possível para o combate às chamas e, na sequência, que a Secretaria da Educação avalie a dimensão dos danos para que possamos investir o que for necessário", afirmou Ratinho Junior.