Curitiba começou 2026 com a tarifa do transporte coletivo congelada em R$ 6. A medida, porém, não reduz o custo do transporte, cujo valor real chegou a R$ 8,2880 por passageiro em janeiro. Com isso, o sistema de transporte deve registrar no primeiro mês do ano R$ 22 milhões de deficit, um buraco que é coberto pelo Tesouro Municipal, ou seja, todos os contribuintes.
Em 2025, o déficit do sistema de transporte ficou em torno de R$ 267 milhões. Esse valor é maior que o orçamento anual de diversos órgãos do município, como a Câmara de Curitiba, da Fundação de Ação Social, o Fundo de Assistência Social, a Fundaçao Cultural de Curitiba, o Fundo de Abastecimento Alimentar de Curitiba, o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social e a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude.
Apesar do subsídio de R$ 267 milhões, o transporte de Curitiba é um dos mais caros do país. Entre as capitais, a cidade tem a terceira tarifa mais cara, atrás apenas de Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG).