O Ministério Público do Paraná (MP-PR) instaurou uma investigação preliminar para apurar se houve supressão e degradação ambiental no Bosque da Copel, como é conhecida a área de 47 metros quadrados de vegetação no bairro Bigorrilho, em Curitiba. A Notícia de Fato foi registrada pela 2ª Promotoria de Proteção do Meio Ambiente após a vereadora Laís Leão (PDT) comunicar a possibilidade de construção de edifícios na área.
Nesta terça-feira (14), o deputado Requião Filho (PDT) encaminhou pedidos de informação ao governo do Paraná, à Prefeitura de Curitiba e à Copel. A vereadora Giorgia Prates (PT) também comunicou o MP-PR.
Na segunda (13), Laís Leão informou que moradores da região relataram que receberam materiais de publicidade sobre a construção de 21 prédios de 6 a 8 pavimentos no local. Em dezembro de 2018, o prefeito Rafael Greca e a governadora Cida Borghetti assinaram um protocolo de intenções para transformar a área em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM).
"Tem denúncia de secagem, de envenenamento de araucárias, para que o terreno valorize. Se isso se confirmar, é muito grave", afirmou Laís Leão na sessão desta terça-feira (14) da Câmara. Ela também encaminhou pedidos de informação à Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) e à Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), além de ofícios à Copel e à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Copel e Prefeitura não comentaram o assunto. A SMMA informou ao Plural na segunda que dará informações em resposta ao pedido de Laís Leão, o que foi confirmado pelo vereador Serginho do Posto (PSD) na sessão desta terça na Câmara.
O Bosque da Copel fica entre as ruas Padre Agostinho, Luiz Leitner, Lúcio Rasera e Vitorino Kaviski, em uma área de nascente do Rio Campina do Siqueira, afluente do Rio Barigui. Criado nos anos de 1970, o bosque era utilizado pelo governador Jaime Lerner na década de 1990 para reuniões e ações do governo. A edificação construída na área ficou conhecida como "chapéu pensador".