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Lei aprovada em Curitiba muda regras para condução de cães em espaços públicos. Veja como fica

Projeto de lei batizado de Lei Lili, amplia exigências e redefine critérios de segurança e bem-estar na condução de animais

Lei aprovada em Curitiba muda regras para condução de cães em espaços públicos. Veja como fica
Cadelinha Lili, da raça dachshund, passeava com sua tutora no Parque Barigui, quando foi atacada por outros dois cães. Foto: Arquivo pessoal

Em setembro de 2025, a cadelinha Lili, da raça dachshund, passeava com sua tutora no Parque Barigui, quando foi atacada por outros dois cães que estavam sem guia no local. Lili chegou a ser levada para atendimento veterinário, mas morreu por causa de uma hemorragia. Cinco meses após o ocorrido, a Câmara Municipal de Curitiba aprova em 1º turno um projeto de lei que amplia exigências e redefine critérios de segurança e bem-estar na condução de animais.

O caso gerou grande comoção popular e protestos liderados por sua tutora, Juliana Leal Laux, levaram a câmara a revisar a legislação sobre condução de animais que estava em vigor há mais de 20 anos. De iniciativa dos vereadores Andressa Bianchessi (União), Jasson Goulart (Republicanos), Meri Martins (Republicanos) e Rafaela Lupion (PSD), a proposta batizado de Lei Lili recebeu 33 votos favoráveis.

Cadelinha morre após ataque de outro cachorro no Barigui
Na última semana houve um protesto em memória da cachorrinha Lili

Diferente da legislação anterior, o texto aprovado define que todos os cães, independentemente de raça ou porte, só poderão circular em espaços públicos com o uso de coleira e guias compatíveis com o porte. A exceção para o uso de guias só é permitida em cercados destinados à interação controlada dos animais. A proposta também proíbe o uso de coleiras aversivas, incluindo equipamentos com mecanismos cortantes, perfurantes ou que provoquem descargas elétricas, por caracterizarem maus-tratos aos animais.

A proposta ainda estabelece as regras específicas de acordo com o porte do animal. Para cães com peso superior a 20 quilos, passa a ser obrigatória a condução com guia curta e resistente, de até dois metros, além de equipamento complementar de contenção pelo pescoço, vedado o uso exclusivo de peitoral. Já os cães classificados como de alto potencial de danos deverão circular obrigatoriamente com focinheira, além de guia curta e equipamento complementar de contenção. Nesses casos, a condução só poderá ser feita por pessoa maior de 18 anos, com plena capacidade física e mental.

Para efeitos da proposta, foram considerados cães com alto potencial de danos as seguintes raças e derivados: American Bully, American Bully Micro/Micro Bully, American Bully Micro Exotic/Micro Exotic, American Bully Pocket/Pocket Bully, American Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier, Brazilian Pit Monster, Dobermann, Bull Terrier, Cane Corso, Chow-chow, Dogo Argentino, Dogue Alemão, Dogue Brasileiro, Exotic Bully, Red Nose, Fila Brasileiro, Mastim, Pastor Alemão, Pastor Belga, Rottweiler e Staffordshire Bull Terrier. 

Outro ponto previsto no projeto é a exigência de cadastro do animal em sistema oficial de identificação, municipal ou nacional, com uso de microchip, para os cães enquadrados como de alto potencial de danos. A norma prevê prazo para regularização após a entrada em vigor da lei e estabelece exceções ao uso de focinheira para cães-guia, cães de assistência e cães de trabalho das forças de segurança pública, desde que devidamente identificados e em atividade.

Em caso de descumprimento, a lei estabelece penalidades que incluem advertência, multa de R$ 3 mil por animal, com valor dobrado em caso de reincidência, e apreensão, quando houver risco iminente à segurança pública. Os recursos arrecadados com as multas deverão ser destinados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), para ações voltadas à proteção animal.

Para seguir à sanção do Executivo, o projeto ainda precisa ser analisado em segundo turno, previsto para esta quarta-feira (11). Se aprovada em segundo turno, proposta segue para sanção do prefeito Eduardo Pimentel. 

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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