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ONG de direitos da comunidade LGBTI+ com sede em Curitiba sofre ameaça de atentado

Aliança Nacional LGBTI+ acionou a Polícia Federal após recebimento de emails contendo ameaças

ONG de direitos da comunidade LGBTI+ com sede em Curitiba sofre ameaça de atentado
Marcha pela Diversidade: Aliança Nacional LGBTI+, ameaçada neste fim de semana, é uma das organizadoras do evento anual. Foto: Tami Taketani/Plural
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A Aliança Nacional LGBTI+, organização da sociedade civil com mais de duas décadas de atuação na promoção dos direitos humanos e da cidadania das pessoas LGBTI+, sofreu no último final de semana uma série de ameaças de atentado terrorista enviadas por e-mail ao endereço institucional da entidade.

As mensagens, recebidas entre as 17h12 e 17h18 de sábado, 25 de outubro de 2025, contêm ameaças explícitas de morte, mutilação e explosão, dirigidas à sede da instituição, seus dirigentes, associados e colaboradores. O teor inclui menções a armas de fogo, coquetéis molotov e artefatos explosivos, ofensas homofóbicas e transfóbicas, além de dados sensíveis sobre a instituição e seus integrantes, o que reforça a gravidade e o risco concreto das ameaças.

"Eu cansei de tanta viadagem... cansei de vocês. Comprei bombas, fiz coquetéis molotov e um .38, e estou pronto!. Quero aqui afirmar que farei pior do que o Ronnie Lessa fez com a puta da Marielle, vou levar todos comigo!!! O meu ato ficará na história do BRASIL! Eu salvarei o meu país da VIADAGEM, PEDOFILIA E DEGENERAÇÃO! Já chega de vocês, já chega! Vou MUTILAR VOCES, ESTRIPAR VOCES E EXPLODIR VOCES!

Vou arrancar essa peruca da cabeça de vocês! VOU MOSTRAR AO MUNDO O QUE É JUSTIÇA!!!!"

Diante da seriedade do conteúdo e do risco real à integridade física dos integrantes da organização, a Aliança Nacional LGBTI+ acionou imediatamente a Polícia Federal, requerendo a instauração de inquérito para apuração dos fatos e identificação dos responsáveis.

As ameaças configuram, em tese, crime de terrorismo, nos termos dos arts. 2º e 5º da Lei nº 13.260/2016 (Lei Antiterrorismo), por se tratar de tentativa de provocar terror social e atingir grupo vulnerável por motivação LGBTIfóbica, conduta equiparada aos crimes de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (ADO 26).

Segundo o diretor-presidente Toni Reis, “o ataque não é apenas contra a Aliança, mas contra toda a comunidade LGBTI+ e o direito de existir com dignidade. Já acionamos as autoridades competentes e esperamos uma resposta firme do Estado brasileiro frente a esse crime de ódio e ameaça à segurança pública”.

Para Gregory Rodrigues, Coordenador De Comunicação da Aliança Nacional LGBTI, há ameaça à democracia.

“Quando uma organização da sociedade civil é ameaçada por atuar na defesa da cidadania e dos direitos humanos, o ataque ultrapassa seus integrantes, é a própria democracia que se torna alvo. Esses episódios exigem respostas firmes das instituições, pois não podemos naturalizar a violência como instrumento político”, afirmou.

A Aliança Nacional LGBTI+ reafirma seu compromisso com os direitos humanos e a democracia, e solicita que as instituições públicas, a imprensa e a sociedade civil permaneçam vigilantes diante da escalada de discursos e atos extremistas que buscam intimidar movimentos sociais e defensores dos direitos das pessoas LGBTI+.

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