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Custo do transporte coletivo em Curitiba dispara e bate recorde em fevereiro

O transporte da capital tem maior alta no custo real pago às concessionárias desde o início da concessão, em 2010

Custo do transporte coletivo em Curitiba dispara e bate recorde em fevereiro
Ônibus biarticulado do transporte coletivo. Foto: Tami Taketani/Plural

A Rede Integrada de Transporte de Curitiba bateu um recorde neste início de 2026. Os valores pagos às empresas concessionárias do serviço registrou a maior alta mensal desde o início da concessão, em 2010. Em fevereiro, a cada passageiro transportado, as empresas irão receber R$ 9,7873, um valor 18,1% maior que po pago em janeiro: R$ 8,288.

Na série histórica, a tarifa de fevereiro sempre apresenta uma tendência de alta porque há uma redução no número de passageiros transportados. No entanto, é a primeira vez que esse reajuste chega a 18%. O recorde anterior era de fevereiro de 2024, quando a tarifa foi reajustada em 17%.

O outro fator de custo relevante no cálculo da tarifa paga às empresas - o custo do diesel - não registrou variação relevante no mês. Na realidade, segundo a ANP, a média de preço do litro do Diesel ficou no mesmo patamar de janeiro.

Com o aumento recorde, o déficit do sistema - a diferença entre o que é arrecadado e o que é realmente pago às empresas - também foi recorde: R$ 36,8 milhões. Em 2026, o déficit acumulado é de R$ 59,2 milhões, já consumindo o total previsto no Orçamento Municipal de subsídio ao sistema.

Em 2025, o déficit total chegou a R$ 267,4 milhões. Os dados de janeiro e fevereiro de 2026 apontam para um aumento de 29% na diferença entre o custo real do sistema e o valor arrecadado. Isso implica num déficit potencial do sistema de R$ 344,95 milhões, um aumento de R$ 77 milhões.

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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