Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o curitibano que tenha salário mínimo precisa trabalhar 101 horas e 11 minutos para comprar cesta básica em fevereiro.
O mesmo estudo aponta que no mês passado, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes o salário mínimo de R$ 1.621.
Em fevereiro de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica, nas 27 capitais pesquisadas, foi de 93 horas e 53 minutos, maior do que o registrado em janeiro, quando ficou em 93 horas e 47 minutos.
Em Curitiba, o percentual do salário-mínimo líquido gasto para compra dos produtos da cesta para uma pessoa adulta foi de 49,72%.
Em fevereiro de 2026, o preço da cesta básica de Curitiba apresentou queda de -0,33% em relação a janeiro e custou R$ 745,56. Na comparação com fevereiro de 2025, o valor total da cesta diminuiu -0,04%. Já no acumulado do ano, aumentou 1,04%.
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos: café em pó (7,15%), batata (4,71%), pão francês (4,59%), banana (4,44%), carne bovina de primeira (4,10%) e tomate (0,85%). Os produtos que tiveram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-35,52%), feijão preto (-31,86%), leite integral (-11,95%), manteiga (- 4,48%), farinha de trigo (-3,46%), óleo de soja (-3,00%) e açúcar refinado (-1,54%).
